terça-feira, 4 de outubro de 2016

#20 - Grande Prêmio do Japão (2ª e última parte)

* por Carlos Werzel Júnior

(continuação)

Suzuka possui atualmente 5.807 metros, a prova é disputada nos sentidos horário e anti-horário, e o circuito é de alta velocidade. Possui 18 curvas, sendo 10 para a direita e 8 para a esquerda.

O circuito tem uma reta oposta com 1,2 km, e foi modificado poucas vezes. As mudanças foram mais significativas na chicane logo antes da linha de chegada (a Casio Triangle) e na curva 130 R (logo após a pista passar por cima dela mesma). A 130 R tem esse nome porque ela tem 130 metros de raio.

Três dos traçados de Suzuka:
1 - O usado de 1987 a 1991;
2 - O usado de 1992 a 2000, com uma leve alteração na chicane Casio Triangle;
3 - O atual traçado, que começou a ser usado em 2003, houve alteração na curva 130 R, e na chicane Casio Triangle (foi colocada mais perto da 130 R).

Até hoje foram disputados 42 GP’s Japoneses, em toda sua história, sendo 11 antes da Fórmula 1 (2 em Suzuka e 9 em Fuji), e 31 na Fórmula 1, sendo 4 em Fuji e 27 em Suzuka.

Na história do GP Nipônico, os vencedores são:

VITÓRIAS
PILOTOS
ANOS E EQUIPES
6
Michael Schumacher
1995 (Benetton), 1997, 2000, 2001, 2002 e 2004 (estas 5 de Ferrari)
4
Sebastian Vettel
2009, 2010, 2012 e 2013 (todas de Red Bull)
3
Lewis Hamilton
2007 (McLaren, em Fuji), 2014 e 2015 (ambas de Mercedes, em Suzuka)



2
Motoharu Kurosawa
1969 (Nissan) e 1973 (March) [ambas em Fuji]
Gerhard Berger
1987 (Ferrari) e 1991 (McLaren)
Ayrton Senna
1988 e 1993 (ambas de McLaren)
Damon Hill
1994 e 1996 (ambas de Williams)
Mika Häkkinen
1998 e 1999 (ambas de McLaren)
Fernando Alonso
2006 e 2008 (ambas de Renault) [2008 foi em Fuji]

1
17 pilotos, dentre eles Alessandro Nannini (1989, de Benetton); Nelson Piquet (1990, de Benetton); Riccardo Patrese (1992, de Williams); Rubens Barrichello (2003, de Ferrari); Kimi Räikkönen (2005, de McLaren) e Jenson Button (2011, de McLaren), todos em Suzuka


Também na história do GP Japonês, as equipes vencedoras são:

VITÓRIAS
EQUIPES
ANOS
9
McLaren
1977 (em Fuji), 1988, 1991, 1993, 1998, 1999, 2005, 2007 (em Fuji), 2011
7
Ferrari
1987, 1997, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004
4
Red Bull
2009, 2010, 2012, 2013
3
Benetton
1989, 1990, 1995
Williams
1992, 1994, 1996
2
Nissan
1968 e 1969 (ambas em Fuji)
Lotus
1963 (Suzuka) e 1976 (Fuji)
March
1973 e 1975 (ambas em Fuji)
Renault
2006 (Suzuka) e 2008 (Fuji)
Mercedes
2014, 2015
1
6 equipes, sendo elas Brabham (1964, em Suzuka); Prince (1966, em Fuji); Porsche (1967, em Fuji); Mitsubishi (1971, em Fuji); Surtees (1972, em Fuji) e BMW (1976, em Fuji, prova extra-campeonato)


Na Fórmula 1, em Suzuka, os vencedores são:

VITÓRIAS
PILOTOS
ANOS E EQUIPES
6
Michael Schumacher
1995 (Benetton), 1997, 2000, 2001, 2002 e 2004 (estas 5 de Ferrari)
4
Sebastian Vettel
2009, 2010, 2012 e 2013 (todas de Red Bull)



2
Gerhard Berger
1987 (Ferrari) e 1991 (McLaren)
Ayrton Senna
1988 e 1993 (ambas de McLaren)
Damon Hill
1994 e 1996 (ambas de Williams)
Mika Häkkinen
1998 e 1999 (ambas de McLaren)
Lewis Hamilton
2014 e 2015 (ambas de Mercedes)

1
Alessandro Nannini (1989, de Benetton); Nelson Piquet (1990, de Benetton); Riccardo Patrese (1992, de Williams); Rubens Barrichello (2003, de Ferrari); Kimi Räikkönen (2005, de McLaren); Fernando Alonso (2006, de Renault) e Jenson Button (2011, de McLaren)


As equipes vencedoras em Suzuka, na Fórmula 1, são:

VITÓRIAS
EQUIPES
ANOS
7
Ferrari
1987, 1997, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004
McLaren
1988, 1991, 1993, 1998, 1999, 2005, 2011
4
Red Bull
2009, 2010, 2012, 2013
3
Benetton
1989, 1990, 1995
Williams
1992, 1994, 1996
2
Mercedes
2014, 2015
1
Renault
2006


Os pilotos que fizeram pole positions em Suzuka, na Fórmula 1, são:

POLES
PILOTOS
ANOS E EQUIPES
8
Michael Schumacher
1994 e 1995 (ambas de Benetton), 1998, 1999, 2000, 2001, 2002 e 2004 (as 6 de Ferrari)
4
Sebastian Vettel
2009, 2010, 2011 e 2012 (todas de Red Bull)
3
Ayrton Senna
1988, 1989 e 1990 (todas de McLaren)

2
Gerhard Berger
1987 (Ferrari) e 1991 (McLaren)
Jacques Villeneuve
1996 e 1997 (ambas de Williams)
Nico Rosberg
2014 e 2015 (ambas de Mercedes)
1
Nigel Mansell (1992, de Williams); Alain Prost (1993, de Williams); Rubens Barrichello (2003, de Ferrari); Ralf Schumacher (2005, de Toyota); Felipe Massa (2006, de Ferrari) e Mark Webber (2013, de Red Bull)

A volta mais rápida no atual traçado de Suzuka foi do brasileiro Felipe Massa, de Ferrari, em 2006, que foi a pole position. Ele registrou 1’29.599 min., com média de 233,319 km/h.


A 17ª prova da temporada 2016 da F1 será a 28ª no Circuito de Suzuka (43ª na história do GP Japonês, e 32ª na Fórmula 1), terá 53 voltas, e será disputada no dia 9 de outubro.

#20 - Grande Prêmio do Japão (1ª parte)

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística que está no calendário da Fórmula 1, em praticamente todos os anos, desde 1976.

Porém, o 1º Grande Prêmio do Japão foi disputado em 1963, como prova extra-campeonato da Fórmula 1, no Circuito de Suzuka. Esta prova extra campeonato ocorreu em Suzuka, de novo, no ano seguinte.

De 1966 a 1976 os GP’s Japoneses, ainda como prova extra-campeonato da F1, foram disputados no circuito Fuji Speedway. No traçado de Fuji havia a curva Daiichi, que era inclinada (em relação à superfície), que foi cena de vários acidentes fatais.

No mesmo ano de 1976 foi realizada a primeira prova oficial de Fórmula 1 no Japão, no circuito de Fuji, com mudança na curva Daiichi (1ª curva), tendo sido deixado de lado a parte inclinada, que era bastante perigosa. Foi também a 1ª corrida de F1 a ser disputada no continente asiático!

Esta prova de 1976 não só foi a última da temporada, como decidiu o título mundial de pilotos. Na disputa estavam Niki Lauda e James Hunt, e o inglês levou a melhor, tendo obtido um 3º lugar em uma prova sob forte chuva. Niki Lauda apenas disputou duas voltas, desistindo após achar não haver segurança alguma (também desistiram o australiano Larry Perkins, e os brasileiros José Carlos Pace e Emerson Fittipaldi). Hunt ficou um ponto à frente de Lauda no campeonato.

Em 1977 houve nova prova em Fuji, sendo que o título já estava decidido nas mãos de Niki Lauda. Esta prova foi marcada por ser a última vitória de James Hunt na F1, foi a última prova disputada pelo sueco Gunnar Nilsson (que faleceu de câncer no ano seguinte), foi a última prova em que um carro de F1 usou pneus Dunlop, foi também a primeira prova em que o italiano Riccardo Patrese marcou ponto na F1 (chegou em 6º com sua Shadow), e também aconteceu um grave acidente, na 5ª volta, quando Gilles Villeneuve (Ferrari) e Ronnie Peterson (Tyrrell de 6 rodas) bateram ao se aproximarem da curva Daiichi, e a Ferrari voou sobre o público matando 2 espectadores.

Devido a esse grave acidente, preocupações com a segurança de Fuji, problemas financeiros e até de logística, o GP Japonês foi tirado do campeonato da F1.

Em 1987 a Fórmula 1 retorna ao Japão, desta vez no renovado circuito de Suzuka. Como o GP Japonês historicamente é um dos últimos do campeonato, viu-se 13 títulos mundiais de pilotos decididos lá (contando com o de 1976, em Fuji).

O Suzuka International Racing Course está na cidade de Suzuka, que faz parte da prefeitura de Mie, no Japão (o Japão é dividido em prefeituras).

Soichiro Honda (presidente da Honda Motor Company), no final dos anos 1950, decidiu desenvolver um novo circuito permanente na prefeitura de Mie. Projetada como pista de testes da Honda em 1962, pelo holandês John “Hans” Hugenholtz, Suzuka é um dos poucos circuitos no mundo a ter traçado “figura oito”.

O circuito de Suzuka está dentro de um parque de diversões, é veloz e exigente para os pilotos, e ao longo dos anos se tornou bastante popular entre fãs e pilotos.

Suzuka se tornou palco de vários momentos memoráveis e dramáticos na Fórmula 1, como as 3 disputas de título entre Ayrton Senna e Alain Prost, nos anos de 1988, 1989 e 1990.

Em 24 de março de 2006, a FIA anunciou que o GP do Japão voltaria a ser disputado no circuito de Fuji Speedway (agora com a Toyota como dona do circuito). Fuji foi redesenhado pelo alemão Hermann Tilke. Houve 2 provas da Fórmula 1 lá, em 2007 e 2008.

Não foi colocado antes, mas Fuji é conhecido por ter umas das retas mais longas das pistas de corrida no mundo, com 1,475 km.

Traçado de Fuji usado em 1976 e 1977

Traçado de Fuji usado em 2007 e 2008

Era para Fuji alternar com Suzuka de 2009 em diante. Porém, em julho de 2009, a Toyota citou a crise econômica global como motivo para que não houvesse mais GP’s em Fuji. Assim, a Fórmula 1 voltou a ser disputada em Suzuka. Em 23 de agosto de 2013 foi anunciado que o contrato do GP do Japão foi estendido até 2018.


Apenas para constar, o Japão também teve outra pista como sede de provas da Fórmula 1. Foi a de Aida (ou Tanaka International Circuit Aida). Houve 2 provas, em 1994 e 1995, como Grande Prêmio do Pacífico. Estas provas fizeram o Japão ser um dos 7 países a sediarem mais de uma prova da F1 na mesma temporada (os outros são Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Itália e EUA).

Circuito de Aida
(continua...)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

#19 - Grande Prêmio da Malásia

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística que está no calendário da Fórmula 1 desde 1999.

Mas, vários anos antes, de 1962 a 1965 houve provas conhecidas como Grande Prêmio da Malásia, de Fórmula 2, no circuito Thomson Road, que ficava em Cingapura, quando fazia parte da Federação da Malásia, nos anos de 1963 a 1965.

Após a independência de Cingapura em 1965, o GP da Malásia se transferiu para o circuito de Shah Alam, nas seguintes categorias e respectivos anos: Tasman Series (1968-1972), Formula Pacific (1973-1974, 1978-1982), Formula Atlantic (1975), Formula 2 (1977) e Formula Holden (1995).

Circuito de Shah Alam

Shah Alam ficou bastante conhecida por sediar provas do Mundial de Motociclismo, nos anos 90.

Como parte de uma série de projetos de infraestrutura nos anos 90, na Malásia, sob o governo do primeiro ministro Mahathir Mohamad, o Circuito Internacional de Sepang foi construído entre os anos de 1997 e 1999, perto de Putrajaya, a recém fundada capital administrativa do país, com a intenção de sediar o GP da Malásia de Fórmula 1.

O 1º GP em Sepang na Fórmula 1 foi em 1999, e viu o retorno de Michael Schumacher à ação, após ter quebrado a perna no GP da Inglaterra do mesmo ano.

Em 13 de fevereiro de 2008, a direção do Circuito de Sepang anunciou o objetivo de realizar uma prova noturna na F1. Porém, decidiram não levar a ideia adiante, ao invés disso quiseram iniciar a prova no final da tarde, no horário local.
Isso acabou se mostrando desastroso, já que no GP de 2009 caiu uma forte tempestade tropical, e a prova foi paralisada com 31 voltas. Como estava escurecendo, a prova teve que ser encerrada na volta 31, menos de 75% do total de voltas previstas. Por isso, os pilotos ganharam metade dos pontos. Foi a quinta vez que isto aconteceu na história da F1, e a 1ª desde o GP da Austrália de 1991.

O Circuito Internacional de Sepang fica no distrito de Sepang, estado de Selangor, na Malásia. Fica próximo do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, aproximadamente a 45 quilômetros ao sul de Kuala Lumpur, capital da Malásia.

O circuito é um dos vários desenhados pelo alemão Hermann Tilke.

O traçado possui 5.543 metros, a prova é disputada no sentido horário e o circuito é de média alta velocidade. Possui 15 curvas, sendo 10 para a direita e 5 para a esquerda.

Sepang possui curvas longas e retas largas, e a reta oposta possui quase 1 quilômetro, tendo 927 metros. Um grande problema lá é o clima tropical e úmido, variando de dias claros e bastante quentes a tempestades tropicais.



Até hoje foram disputados 35 GP’s da Malásia em toda sua história, sendo 18 antes da Fórmula 1 (3 em Thomson Road e 15 em Shah Alam), e 17 na Fórmula 1, todos em Sepang).

Na história do GP Malaio, os maiores vencedores, com 4 vitórias cada, são: o piloto de Hong Kong John MacDonald (1970 e 1971 [de Brabham], 1974 e 1975 [de Ralt], todas em Shah Alam), e o alemão Sebastian Vettel (2010, 2011, 2013 [as 3 de Red Bull] e 2015 [de Ferrari]).

Em 2º lugar, com 3 vitórias, estão: o alemão Michael Schumacher (2000, 2001 e 2004 [as 3 de Ferrari]), e o espanhol Fernando Alonso (2005 [Renault], 2007 [McLaren] e 2012 [Ferrari]).

Na 3ª posição, com 2 vitórias, estão 3 pilotos: outro piloto de Hong Kong, Albert Poon (1963 e 1965, ambas de Lotus, e em Thomson Road); o australiano Andrew Miedecke (1981 e 1982, ambas de Ralt, em Shah Alam); e o finlandês Kimi Räikkönen (2003 [McLaren] e 2008 [Ferrari]).

E com uma vitória estão 14 pilotos (!!), dentre eles Eddie Irvine (1999, de Ferrari), Ralf Schumacher (2002, de Williams), Giancarlo Fisichella (2006, de Renault), Jenson Button (2009, de Brawn) e Lewis Hamilton (2014, de Mercedes).

A equipe com maior número de vitórias na Malásia, na história, é a Ferrari, com 7 vitórias, nos anos de 1999, 2000, 2001, 2004, 2008, 2012 e 2015.

Em 2º lugar, com 5 vitórias, está a Ralt (1974, 1975, 1980, 1981 e 1982, todas em Shah Alam). Em 3º lugar, com 4 vitórias, está a March (1973, 1977, 1978 e 1979, todas em Shah Alam).

Em 4º, com 3 vitórias, estão a Elfin (1968, 1969 e 1972, todas em Shah Alam), e a Red Bull, nos anos de 2010, 2011 e 2013.

Com duas vitórias estão 4 equipes, dentre elas McLaren (2003 e 2007) e Renault (2005 e 2006).

E com uma vitória estão 5 equipes, dentre elas Williams (2002), Brawn (2009) e Mercedes (2014).

Na Fórmula 1, o maior vencedor do GP Malaio é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2010, 2011, 2013 [as 3 de Red Bull] e 2015 [de Ferrari].

Em 2º lugar, com 3 vitórias, estão: o alemão Michael Schumacher (2000, 2001 e 2004 [as 3 de Ferrari]), e o espanhol Fernando Alonso (2005 [Renault], 2007 [McLaren] e 2012 [Ferrari]).

Na 3ª posição, com 2 vitórias, está o finlandês Kimi Räikkönen (2003 [McLaren] e 2008 [Ferrari]).

Dentre os atuais pilotos, com uma vitória estão: Jenson Button (2009, de Brawn) e Lewis Hamilton (2014, de Mercedes).

Já quanto às equipes, a que tem maior número de vitórias na Malásia é a Ferrari, com 7 vitórias, nos anos de 1999, 2000, 2001, 2004, 2008, 2012 e 2015.

Em 2º lugar, com 3 vitórias, está a Red Bull, nos anos de 2010, 2011 e 2013.

Na 3ª posição, com 2 vitórias, estão a McLaren (2003 e 2007) e a Renault (2005 e 2006).

E com uma vitória estão a Williams (2002) e a Mercedes (2014).

O piloto com maior número de pole positions em Sepang é Michael Schumacher, com 5 no total, nos anos de 1999, 2000, 2001, 2002 e 2004, todas de Ferrari.

Em 2º lugar, com 3 poles, está Lewis Hamilton, nos anos de 2012 (McLaren), 2014 e 2015 (ambas de Mercedes).

Na 3ª posição, com 2 poles, estão 3 pilotos: Fernando Alonso (2003 e 2005, ambas de Renault), Felipe Massa (2007 e 2008, ambas de Ferrari) e Sebastian Vettel (2011 e 2013, ambas de Red Bull).

E com uma pole estão 3 pilotos: Giancarlo Fisichella (2006, de Renault), Jenson Button (2009, de Brawn), e Mark Webber (2010, de Red Bull).

A volta mais rápida no circuito de Sepang foi do alemão Michael Schumacher, de Ferrari, em 2004, que foi a pole position. Ele registrou 1’33.074 min., com média de 214,397 km/h.


A 16ª prova da temporada 2016 da F1 será a 18ª no Circuito Internacional de Sepang (36ª na história do GP Malaio, e 18ª na Fórmula 1), terá 56 voltas, e será disputada no dia 2 de outubro.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

#18 - Grande Prêmio de Cingapura

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística que está no calendário da Fórmula 1 desde 2008.

Porém, foi primeiramente organizada em 1961, e a corrida foi inicialmente conhecida como Orient Year Grand Prix. No ano seguinte, foi renomeada para Grande Prêmio da Malásia. Depois que Cingapura conquistou sua independência em 1965, a prova foi renomeada para GP de Cingapura, e realizada no circuito de Thomson Road, um circuito de rua, e para a categoria Formula Libre. Mas após 1973 foi cancelada a prova, por várias razões, dentre elas a falta de segurança, aumento do tráfego e acidentes fatais.

O circuito de Thomson Road

Em maio de 2007 foi anunciada a entrada do GP de Cingapura no calendário da Fórmula 1. Foi assinado um acordo de 5 anos pela Singapore GP Pte Ltd., pela Singapore Tourism Board e Bernie Ecclestone.

A primeira prova de Fórmula 1 realizada em Cingapura foi em 2008, no novo circuito de rua de Marina Bay, e também foi o 1º GP noturno da história da F1!! Marina Bay também é o primeiro circuito de rua da Ásia.

Marina Bay Street Circuit é um circuito temporário de rua montado na Marina Bay, uma baía na cidade-estado de Cingapura.

Já em 2008, ano da primeira prova na F1, os pilotos reclamaram do circuito, por ter o asfalto irregular, com saltos, especialmente na Raffles Boulevard (entre as curvas 5 e 7), resultando em um circuito imperdoável, somado ao clima quente e úmido de Cingapura. Aliás, a pista fica a 172 km da linha do Equador, e a temperatura no cockpit dos carros pode chegar a 60ºC!

No mesmo ano de 2008, Lewis Hamilton disse que o circuito Marina Bay é duas vezes mais difícil de pilotar do que Mônaco, e inesperadamente físico, requer o dobro de energia em uma volta, comparando a Mônaco.

O primeiro traçado tinha a chicane Singapore Sling, na curva 10, mais um complexo de curvas próximas, em que os pilotos reclamavam das altas zebras que tinham ali. Em 2010 Lewis Hamilton chegou a chamar este complexo de curvas “a pior curva da Fórmula 1”.

O 1º traçado de Marina Bay, com a Singapore Sling (curva 10), utilizado até 2012

Em 2013 foi removida a Singapore Sling do circuito. E em 2015 foram feitas leves modificações nas curvas 11, 12 e 13.

Traçado utilizado em 2013 e 2014

O atual traçado possui 5.065 metros, é um circuito de rua, no sentido anti-horário e de média velocidade. Possui 23 curvas, sendo 9 para a direita e 14 para a esquerda. É o circuito com maior número de curvas do calendário da F1!

Em março de 2009, 3 curvas do circuito ganharam nomes, após uma competição entre fãs da F1 locais. A Curva 1 foi chamada Sheares, que vem de Benjamin Henry Sheares, o 2º presidente de Cingapura; a Curva 7 foi chamada Memorial, devido à proximidade a um memorial civil da 2ª Guerra Mundial; e a Curva 10 foi chamada Singapore Sling, mas essa curva foi modificada em 2013, e não tem mais este nome.

Em 22 de setembro de 2012 foi feito acordo entre Bernie Ecclestone e os organizadores do GP Cingalês, e o GP está assegurado até 2017.

Até hoje foram disputados 16 GP’s de Cingapura, em toda sua história, sendo 8 antes de entrar no calendário da Fórmula 1, no circuito de Thomson Road, e 8 na Fórmula 1, no Marina Bay Street Circuit.

Na história do GP Cingalês, o maior vencedor é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2011, 2012, 2013 (as 3 de Red Bull) e 2015 (de Ferrari).

Em 2º lugar está o neozelandês Graeme Lawrence, com 3 vitórias em Thomson Road, nos anos de 1969 (de McLaren), 1970 (de Ferrari) e 1971 (de Brabham). Essas 3 vitórias foram na categoria chamada Formula Libre.

Na 3ª posição, com 2 vitórias, estão o espanhol Fernando Alonso, com seus triunfos nos anos de 2008 (Renault) e 2010 (Ferrari); e o inglês Lewis Hamilton, nos anos de 2009 (McLaren) e 2014 (Mercedes).

E com uma vitória estão 4 pilotos, mas ainda na época das provas em Thomson Road.

As equipes com maior número de vitórias em Cingapura, na história, com 3 vitórias cada, são: Ferrari, nos anos de 1970, 2010 e 2015; e Red Bull, nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Em 2º lugar está a McLaren, com 2 vitórias, nos anos de 1969 e 2009.

Com uma vitória estão 8 equipes, dentre elas Renault (2008) e Mercedes (2014).

Na Fórmula 1, o maior vencedor do GP de Cingapura é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2011, 2012, 2013 (as 3 de Red Bull) e 2015 (de Ferrari).

Na 2ª posição, com 2 vitórias, estão o espanhol Fernando Alonso, com seus triunfos nos anos de 2008 (Renault) e 2010 (Ferrari); e o inglês Lewis Hamilton, nos anos de 2009 (McLaren) e 2014 (Mercedes).

Já quanto às equipes, a equipe com maior número de vitórias em Cingapura é a Red Bull, com 3 vitórias, nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Em 2º lugar, com 2 vitórias, está a Ferrari, nos anos de 2010 e 2015.

Na 3º posição, com uma vitória, estão a Renault (2008), a McLaren (2009) e a Mercedes (2014).

Como curiosidades, em todos os GP’s Cingaleses, na F1, houve a necessidade da entrada do safety car. Desde 2008, foram 12 entradas do safety car na pista, por acidentes.
E o GP Cingalês é quase sempre o mais longo do calendário, já que nenhuma prova foi completada com menos de uma hora e 56 minutos!

A volta mais rápida no atual circuito foi do alemão Sebastian Vettel, de Ferrari, em 2015, que foi a pole position. Ele registrou 1’43.885 min., com média de 175,521 km/h.


A 15ª prova da temporada 2016 da F1 será a 9ª no Marina Bay Street Circuit na Fórmula 1 (17ª na história do GP Cingalês, e 9ª na Fórmula 1), terá 61 voltas, e será disputada no dia 18 de setembro.

Atual traçado