Mostrando postagens com marcador Radio Paddock F1. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Radio Paddock F1. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de maio de 2016

#9 - Grande Prêmio de Mônaco (2ª e última parte)

* por Carlos Werzel Júnior

(continuando...)

Em 1984 houve uma prova inesquecível, a primeira em que vimos o talento de Ayrton Senna na chuva! Senna, com sua Toleman, largou em 13º e foi ultrapassando todos, até que faltava apenas o líder Alain Prost. Chovia bastante e na volta 29 Prost acenava ao diretor da prova para parar a prova.

A bandeira vermelha foi mostrada no final da volta 31, e Senna cruzou em 2º, quase ultrapassando Prost, pois estava muito mais rápido. Porém, se continuasse a prova, outro piloto de grande talento poderia ultrapassar os dois, era o alemão Stefan Bellof, da Tyrrell. Infelizmente, no ano seguinte, Bellof viria a falecer após se acidentar em prova de carros turismo.

Abaixo segue um vídeo com as últimas voltas desta prova, com imagens da TV Fuji japonesa, e áudio da Rede Globo



Em 1996 ocorreu outra corrida doida, em que apenas 3 pilotos cruzaram a linha de chegada, sem problema algum em seus carros, seja acidente ou outro. A vitória foi do francês Olivier Panis, com sua Ligier, e acabou sendo a única vitória na carreira dele, e a última da equipe Ligier.

Segue um vídeo com alguns dos momentos deste GP maluco


(video acima bloqueado pela FOM...)

Por curiosidade, apenas 3 pilotos monegascos venceram um GP de Mônaco. Louis Chiron, em 1931; e mais recentemente, mas na GP2, vitórias de Stefano Coletti em 2013, e Stéphane Richelmi em 2014.

Em julho de 2010 Bernie Ecclestone anunciou que foi firmado um acordo de 10 anos com os organizadores da prova, mantendo o GP de Mônaco, ao menos, até 2020.

A montagem do circuito leva 6 semanas, e a desmontagem leva outras 3 semanas. O circuito tem muitas mudanças de elevação, curvas lentas e fechadas e é estreito. Talvez seja o circuito mais exigente para os pilotos.

O ex-piloto brasileiro Nelson Piquet já disse que correr em Mônaco é “como andar de bicicleta em sua sala de estar”.

O circuito de Mônaco possui a curva mais lenta do calendário da Fórmula 1, o Grand Hotel Hairpin (antiga Loews, antiga curva Gare [de acordo com Galvão Bueno, aliás esperem para ouvir isto dele na transmissão hehehe], também já foi chamada de Station Hairpin), onde os carros a contornam com cerca de 48 km/h.

Também há um túnel, que passa ao lado do porto e embaixo do Hotel Fairmont, e é um dos pontos de mais alta velocidade do circuito. Igualmente é difícil para os pilotos, por terem que lidar com a escuridão de dentro do túnel e a luz natural na entrada e saída, isto em alta velocidade.

Com o passar dos anos houve algumas alterações no traçado. A pista original tinha a curva do Gasômetro (onde hoje é a La Rascasse).



Em 1973 foi construída uma piscina, onde é o Rainier III Nautical Stadium, e foram feitos os famosos “Esses da Piscina”. No mesmo ano a curva do Gasômetro mudou seu nome para La Rascasse, nome do restaurante que foi construído no local.



Com o decorrer dos anos seguintes, pequenas modificações foram feitas no circuito, e hoje ele possui 3.337 metros. O GP de Mônaco é o único que não precisa obedecer à distância mínima de 305 quilômetros, ele tem pouco mais de 260 km.



Possui 19 curvas, sendo 12 para a direita e 7 para a esquerda. É um circuito de rua, no sentido horário e de baixa velocidade.

Até hoje foram disputados 73 GP’s de Mônaco, sendo 62 na Fórmula 1. Os maiores vencedores são:
- 1º Ayrton Senna: 6 vitórias (1987 [de Lotus], 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993 [as 5 de McLaren];
- 2º Graham Hill: 5 vitórias (1963, 1964, 1965 [as 3 de BRM], 1968 e 1969 [ambas de Lotus];
- também em 2º Michael Schumacher: 5 vitórias (1994, 1995 [as 2 de Benetton], 1997, 1999, 2001 [as 3 de Ferrari]).

Como curiosidade, de 1984 a 1993 apenas Alain Prost e Ayrton Senna venceram o GP Monegasco.

Dos atuais pilotos Nico Rosberg tem 3 vitórias consecutivas (2013, 2014 e 2015, todas de Mercedes). E o espanhol Fernando Alonso tem 2 vitórias em Mônaco, em 2006 e 2007, de Renault e McLaren respectivamente. Aliás, Alonso é o único piloto a vencer provas em Mônaco em anos consecutivos e por equipes diferentes, enquanto Rosberg é um dos 4 pilotos a terem 3 vitórias consecutivas em Mônaco (os outros são Graham Hill, Alain Prost e Ayrton Senna).

A equipe mais vitoriosa é a McLaren com 15 conquistas (1984, 1985, 1986, 1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1998, 2000, 2002, 2005, 2007 e 2008). A Ferrari está em 2º, com 9 vitórias (1952, 1955, 1975, 1976, 1979, 1981, 1997, 1999 e 2001).

O piloto com mais pole positions em Mônaco é Ayrton Senna, com 5 poles, nos anos de 1985 (com a Lotus), 1988, 1989, 1990 e 1991 (estas 4 de McLaren).

Com 4 poles são 4 pilotos:
- Juan Manuel Fangio (1950 [Alfa Romeo], 1955 [Mercedes], 1956 [Ferrari] e 1957 [Maserati]);
- Jim Clark (1962, 1963, 1964 e 1966 [todas de Lotus]);
- Jackie Stewart (1969 [Matra], 1970 [March], 1971 e 1973 [ambas de Tyrrell]);
- Alain Prost (1983 [Renault], 1984, 1986 [as 2 de McLaren] e 1993 [Williams]).

Dos atuais pilotos, com 2 poles estão Fernando Alonso (2006 [Renault] e 2007 [McLaren]) e Nico Rosberg (2013 e 2014, ambas de Mercedes).
Outros 5 pilotos tem uma pole cada: Kimi Raikkonen (2005, de McLaren), Felipe Massa (2008, de Ferrari), Jenson Button (2009, de Brawn), Sebastian Vettel (2011, de Red Bull) e Lewis Hamilton (2015, de Mercedes).

A volta mais rápida no atual traçado foi de Lewis Hamilton, com a Mercedes, em 2015, que foi a pole position da prova desse ano. Ele registrou 1’15.098 min, com média de 159,967 km/h.

A 6ª prova da temporada 2016 da F1 será a 63ª em Mônaco (74ª em sua história), terá 78 voltas, e será disputada no dia 29 de maio.

Caso Nico Rosberg vença, ele se igualará a Alain Prost com 4 vitórias, e será o 2º piloto a obter 4 triunfos consecutivos em Mônaco, ao lado de Ayrton Senna.

Lembrando que neste GP de Mônaco de 2016 teremos a estreia dos pneus ultra macios!

#9 - Grande Prêmio de Mônaco (1ª parte)

* por Carlos Werzel Júnior

No próximo final de semana será realizado o GP de Mônaco, outra das provas mais antigas do automobilismo.

O GP de Mônaco sempre é realizado no Circuito de Mônaco, que é montado nas ruas de Monte Carlo e La Condamine, no Principado de Mônaco.

É considerada uma das provas da chamada “Tríplice Coroa dos Esportes a Motor”, junto com as 500 Milhas de Indianápolis e as 24 Horas de Le Mans. Apenas um piloto conquistou esta Tríplice Coroa, foi o inglês Graham Hill, com suas 5 vitórias em Mônaco, a conquista em Indianápolis no ano de 1966, e o triunfo em Le Mans em 1972.

A ideia de um Grande Prêmio nas ruas de Mônaco veio de Anthony Noghès, presidente do Automobile Club de Monaco, com suporte oficial do príncipe Louis II. A primeira prova foi realizada em 1929, sendo vencida pelo francês William Grover-Williams, que correu em um Bugatti. Ele percorreu as 100 voltas em 3 horas, 56 minutos e 11 segundos.

Houve provas de 1929 a 1937. Em 1933 houve o 1º GP de Mônaco em que as posições do grid foram decididas como é até hoje. Em 1938, com a demanda de 500 libras por participante levou a AIACR (Association Internationale des Automobiles Clubs Reconnus), que era o então órgão internacional regulador do esporte a motor, a cancelar o evento. Houve também a 2ª Guerra Mundial, e o GP de Mônaco voltou em 1948, já sob a chancela da FIA (Federação Internacional do Automobilismo).

Em 1949 o GP Monegasco foi cancelado devido ao falecimento do príncipe Louis II. Após, entra no calendário da recém criada Fórmula 1, em 1950. O 1º GP de Mônaco na F1 foi vencida pelo penta campeão Juan Manuel Fangio. Ele percorreu as 100 voltas (a prova tinha 318 km) em 3 horas, 13 minutos, 18 segundos e 7 décimos.

Não houve GP em 1951. Em 1952, a FIA decidiu que o campeonato da F1 deveria ser disputado sob as regras da Fórmula 2, e Mônaco ficou de fora do campeonato novamente.

O GP Monegasco retorna apenas em 1955, e desde este ano até hoje a Fórmula 1 passa por lá. Houve vários momentos memoráveis nos GPs de Mônaco, citarei alguns deles.

Em 1955, o bicampeão Alberto Ascari sofreu um acidente na saída do túnel e caiu no mar. Este foi o último GP dele na F1, já que pouco tempo depois viria a falecer. Neste GP de Mônaco de 1955 há um recorde não batido até hoje. O piloto monegasco Louis Chiron é o piloto mais velho a iniciar uma prova da F1, com 55 anos e 292 dias de idade!

Segue um vídeo com esse acidente de Ascari



O piloto inglês Graham Hill foi o 1º “Rei de Mônaco” (ou “Mr. Mônaco”), tendo vencido 5 provas lá, em 1963, 1964, 1965 (as 3 de BRM), 1968 e 1969 (ambas de Lotus). Só foi ultrapassado anos mais tarde, pelo inesquecível brasileiro Ayrton Senna, com suas 6 vitórias (1987 [de Lotus], 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993 [todas de McLaren]).

Aliás, a vitória de Senna em 1992, particularmente, acho bem marcante! Isto pois o inglês Nigel Mansell liderava tranquilamente, mas na volta 71 teve de fazer um pit stop para troca de pneus, pois havia uma suspeita de um furo no pneu esquerdo traseiro. Mansell, com um carro mais rápido do que Senna, veio a toda para cima do brasileiro, mas apesar das inúmeras tentativas, não conseguiu ultrapassar Senna, que venceu o GP Monegasco de 1992.

Vejam o vídeo abaixo com um resumo desta grande prova!


(video acima bloqueado pela FOM...)

São tantos GP’s, mas escreverei sobre mais 4. O primeiro é o de 1980, em que houve uma largada marcante, em que o irlandês Derek Daly, em sua Tyrrell, bateu na Alfa Romeo de Bruno Giacomelli, e voou sobre este vindo a atingir seu companheiro de Tyrrell, Jean-Pierre Jarier, além da McLaren de Alain Prost.

O vídeo a seguir traz esta largada confusa, narrado em inglês por Murray Walker



Por curiosidade, esse acidente foi reproduzido em um vídeo clip da banda de heavy metal Black Sabbath, da música Trashed! Aparece brevemente por 1’27 no vídeo abaixo, que coloco como curiosidade



Em 1982 aconteceu uma das provas mais malucas da história da F1, em que parece que ninguém queria vencer o GP. Incrível, mas é verdade.

A prova ocorreu em 76 voltas. A chuva cai no final da prova, e na volta 74 o líder Alain Prost bateu sua Renault após a chicane do Porto. Na volta 75 o novo líder Patrese rodou na curva Loews e ficou parado. Na última volta o então líder Didier Pironi ficou sem combustível já dentro do túnel.

Antes de passar à liderança da prova, Andrea de Cesaris também fica sem combustível. O provável próximo líder, Derek Daly, que já estava com o carro todo batido, sem asas traseira e dianteira, veio a ter problema de câmbio, e teve que abandonar também. Aconteceu que Riccardo Patrese conseguiu religar o carro, vindo a vencer o GP de Mônaco em 1982! Foi a primeira vitória dele na categoria.

A seguir seguem 2 vídeos com as voltas finais desta corrida maluca, pela Rede Globo (o 2º vídeo é parte com áudio da Globo, parte em alemão e parte em japonês, uma mistureba hehe). Peço desculpas pela imagem ser ruim, mas a FOM (Formula One Management) retirou vários vídeos do youtube por direitos autorais




(continua...)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

#8 - Grande Prêmio da Espanha (1ª parte)

* por Carlos Werzel Júnior

É uma das provas mais antigas do automobilismo. O 1º GP lá foi em 1913, e já foi realizado em vários circuitos.

O primeiro Grande Prêmio, de 1913, foi disputado por carros esportes, e realizado no circuito de Guadarrama, na verdade uma estrada, com 309 quilômetros no total.



Após a Primeira Guerra Mundial, apenas em 1923 o GP Espanhol foi realizado, desta vez no Autódromo de Sitges-Terramar, um circuito oval de 2 km de extensão. Após esta prova, o autódromo ficou mais de 80 anos em desuso, mas permanece intacto, devido à excelente condição em que se encontra, exceto a pista.




Abaixo coloco um vídeo de 2012, em que os pilotos Carlos Sainz (pai do piloto de F1 Carlos Sainz Jr.) e Miguel Molina (piloto da Audi na DTM), deram voltas no circuito oval, com um Audi da equipe Red Bull:



Depois, em 1926, o GP da Espanha foi disputado no Circuito Lasarte, que tinha mais de 17 quilômetros de extensão. Aí foram disputadas provas de 1926 a 1930, e de 1933 a 1935. Então a Espanha entra em guerra civil e encerram-se as provas automobilísticas.


Antes de chegarmos à Fórmula 1, vejamos um mapa da Espanha com todas as pistas utilizadas na história do Grande Prêmio Espanhol:



quarta-feira, 13 de abril de 2016

# 5 - Nota de desculpas e GP da China

            Saudações a você que está lendo o blog da Radio Paddock F1!

            Primeiro pedimos desculpas a todos, deveríamos ter gravado nosso programa nº 3, porém nós 4 (Carlos Eduardo Werlang, Carlos Werzel Jr., Diego Gambassi e Luís Virgílio Caldas) tivemos imprevistos, e não foi possível gravarmos.

            No próximo final de semana teremos o GP da China de 2016, e no final de semana seguinte gravaremos o programa nº 3, onde faremos breve comentário sobre o GP do Bahrein, e, claro, comentaremos do final de semana na China, além de tratarmos do próximo GP, o da Rússia.

            Escrevendo um pouco sobre o GP Chinês, é mais um GP relativamente novo, realizado no Shanghai International Circuit, no distrito de Jiading, cidade de Shanghai. Assim como o Bahrein, o 1º GP da China foi realizado em 2004, no dia 26 de setembro.

            Inicialmente, o contrato do GP da China com a Formula One Management foi de 7 anos, de 2004 a 2011. Em fevereiro de 2011 houve um novo acordo entre a F1 e os organizadores do GP, e estes se recusavam a pagar a taxa exigida para realização do GP (essa taxa estava entre as mais altas pagas para sediar uma prova da F1). Os chefes da F1 reduziram esta taxa, e foi fechado novo acordo para a China sediar seu GP até 2017.

            Até hoje foram realizados 12 GPs. O piloto com mais vitórias é Lewis Hamilton, com 4 vitórias (2008 e 2011 [McLaren], 2014 e 2015 [Mercedes]). A equipe com maior número de vitórias é a Ferrari, com 4 vitórias também (2004, 2006, 2007 e 2013).


            O circuito de Shanghai tem extensão de 5.451 metros. É um autódromo, possui sentido horário, e é de média velocidade.


O circuito possui 16 curvas, sendo 9 para a direita e 7 para a esquerda. Foi desenhado pelo alemão Hermann Tilke, e foi inspirado no caractere do alfabeto chinês “shang”, que significa “para cima”, “subir”.

Tem 2 grandes retas. No final da reta dos boxes, há 2 curvas que, juntas, tem 270 graus, e bem exigentes do piloto.

A reta oposta, que inicia após a curva 13, é a mais longa do calendário da F1, com 1.170 metros, e no final dela há um hairpin, ou seja, o piloto chega a quase 330 km por hora na reta, 8ª Marcha, e deve reduzir para a 2ª marcha, para cerca de 80 km/h.

O recorde de volta foi de Michael Schumacher, com a Ferrari, em 2004. Ele registrou 1’32.238 min, com média de 212,749 km/h.

A 3ª prova da temporada 2016 da Fórmula 1 será a 13ª em Shanghai, terá 56 voltas, e será disputada no dia 17 de abril.

 No final de semana seguinte ao do GP da China gravaremos nosso podcast nº 3, e lá traremos outras curiosidades do GP Chinês, nossas impressões e palpites pessoais, notícias da Fórmula 1, etc.

Nosso espaço está aberto à opiniões, críticas e sugestões! Entre em contato conosco!


Grande abraço!

segunda-feira, 28 de março de 2016

#4 - Programa No 2

por Carlos Werzel Jr

Saudações a você que está lendo o blog da Radio Paddock F1!

Preparamos nosso programa nº 2, e nele falamos sobre o que aconteceu no GP da Austrália, desde os treinos classificatórios até a corrida em si. Igualmente tratamos do uso de pneus, tanto nos treinos como na corrida, algo que ainda estava confuso.

Também falamos sobre o próximo GP de 2016, o GP do Barhein, passando pela história do circuito de Sakhir e número dos GP's já realizados por lá! Como não poderia faltar, nós 4, Carlos E. Werlang, Carlos Werzel Jr., Diego Gambassi e Luís Virgílio Caldas, demos nossas impressões pessoais e pitacos, que podem ser diferentes de você, caro leitor. 

Fique à vontade para opiniões, críticas e sugestões sobre nosso programa, que segue abaixo!



Errata: por volta dos 18 minutos, um dos autores inverte os nomes e posições de Vettel e Raikkonen, no GP de 2015.

domingo, 20 de março de 2016

# 3 - GP da Austrália - Como Aconteceu

por Carlos E. Werlang

Foi recompensador para quem esperou por uma abertura de campeonato movimentada. A primeira prova do ano teve várias trocas de posições, acirradas batalhas internas, diferentes estratégias em relação aos pneus e um tenebroso acidente envolvendo Fernando Alonso. O GP da Austrália ainda viu Romain Grosjean conseguir os primeiros pontos da estreante norte-americana Haas.

Nada mal para a primeira corrida, a menos que você fosse Daniel Kvyat. Para o piloto da Red Bull não foi possível nem alinhar seu carro no grid de largada. Isso além de causar uma nova volta de formação, confirmou o azar que o russo tem em Melbourne, tirando-o antes mesmo do início.

Mais afortunados foram os pilotos da Ferrari que largaram bem e usaram os erros de Nico Rosberg e Lewis Hamilton para assumir as posições 1 e 2, Sebastian Vettel seguido por Kimi Raikkonen. O atual bicampeão Hamilton teve seu espaço fechado por Rosberg, caindo para a posição 6, sendo ultrapassado por Max Verstappen e Felipe Massa. O alemão da Mercedes era o terceiro. Carlos Sainz vinha na posição 7 seguido pela Force India de Nico Hulkenberg. O alemão havia tomado a posição do piloto da casa, Daniel Riccardo, que agora se defendia da McLaren de Fernando Alonso, completando o Top 10 onde todos, com exceção de Hulkenberg, corriam com pneus vermelhos supermacios.

Nas primeiras 12 voltas, Hamilton passou Massa; Riccardo passou Hulkenberg e Massa chegando a posição 6. O espanhol da Toro Rosso foi para o boxe, promovendo uma posição para Alonso e Sergio Perez e sua Force India, agora na posição 10. Valteri Bottas que largou em décimo sexto, vinha de pneus amarelos macios já na posição 12, depois de uma brilhante luta defensiva do estreante Jolyon Palmer. O novato da Renault mostrou muita habilidade.


A essa altura, as trocas de pneus iam mudando a ordem de colocação. Até que na volta 17 o piloto da Haas, Esteban Gutierrez, foi atropelado pela McLaren de Alonso, que atingiu o muro como um projétil depois de passar por cima da roda do mexicano, capotando mais duas vezes ao atingir a área de escape de brita, parando apenas no fim das barreiras de pneus do outro lado. A terrível cena do McLaren destruída foi aliviada pela saída do espanhol andando, mesmo que meio tonto. Um visual impressionante.


Com o acidente, a bandeira vermelha foi empregada paralisando a prova, prejudicando alguns e beneficiando outros. Esse momento foi crucial para a decisão da corrida, já que os pilotos e equipes puderam trocar de pneus e trabalhar em seus carros antes da relargada. A ordem do Top 10 era: Vettel (supermacios), Rosberg (médios), Raikkonen (supermacios), Riccardo (macios), Verstappen (macios), Sainz (macios), Hamilton (médios), Massa (médios), Grosjean (médios), Hulkenberg (médios). Quem optou pelos compostos mais macios apostou errado, pois tiveram que fazer nova troca.



Logo após a relargada, Raikkonen teve que abandonar com seu motor em chamas. Não demorou muito para que ficasse claro que a melhor escolha havia sido pelos pneus médios. E embora as duas Mercedes e Williams, Grosjean, Hulk, e Palmer tivessem que rodar quase 40 voltas com os mesmos pneus, eles foram os maiores favorecidos. Quando Vettel parou nos boxes, o Top 3 definiu-se com Rosberg e Hamilton, seguidos pela Ferrari. Em seguida vinha Riccardo, numa excelente recuperação, passando de novo por Massa, o brasileiro agora na posição 5. Em sexto estava a Haas do suíço Grosjean, numa excelente performance (valendo-se do fato de não ter parado nenhuma vez, trocando de pneus durante a interrupção), seguido da Force India de Hulkenberg e da Williams de Bottas. As Toro Rosso também pararam e voltaram atrás de Palmer, este na posição 9. Sainz e Verstappen proporcionaram um show a parte.


Uso dos pneus
O jovem holandês ficou furioso quando soube que seu companheiro havia ido aos boxes antes dele. Como Verstappen estava a frente de Sainz, teria por direito a primeira troca. Ao saber da jogada, entrou no boxe sem avisar a equipe e acabou por perder vários segundos, e também a posição para o espanhol. Nesse momento a Renault de Palmer brigava pelos pontos com Sainz na posição 10, seguido por Verstappen. Claramente mais rápido em boa parte da corrida, ele começou a reclamar compulsivamente pelo rádio, numa tentativa de que houvesse uma jogada equipe. Embora a Toro Rosso tenha concordado, os dois deixaram Palmer para trás, confirmando na mesma ordem as posições 9 e 10 na corrida.


Nas demais posições tivemos Kevin Magnussen e sua Renault, num bom esforço de recuperação já que na primeira volta teve um pneu furado; a Force India de Sergio Perez com a corrida comprometida por causa da bandeira vermelha; Jenson Button, mais um dos prejudicados pela má escolha de pneus, frustrando a tentiva de pontos da McLaren; o brasileiro Felipe Nasr, que pouco pode fazer com seu carro, embora tenha sido a única Sauber a terminar a prova; e por fim o estreante Pascal Wehrlein, que no começo da corrida chegou a ocupar a posição 14 e foi o único carro da Manor a cruzar a linha de chegada.

Nas considerações finais ressaltamos:

  • a importância desta vitória para Rosberg, impedindo que Hamilton saísse na frente já de início;
  • Sebastian Vettel parece ter carro para brigar por posições melhores do que o terceiro lugar, embora a Ferrari tenha saído com vantagem de apenas um ponto para a Williams, uma das únicas três equipes a colocar os 2 pilotos na zona dos pontos;
  • os dois jovens pilotos da Toro Rosso dão a indicação de que serão protagonistas de momentos interessantes nesta temporada;
  • as boas estreias de Palmer e Wehrlein;
  • a fase esquisita em que vive Fernando Alonso, não podendo de jeito nenhum ser chamado de azarado;
  • os primeiros pontos conseguidos para a Haas com o talento de Grosjean.
Segue a classificação dos pilotos e escuderias.



































Até a próxima!

segunda-feira, 14 de março de 2016

# 2 - GP da Austrália

Por Carlos Werzel Jr

É uma prova bastante antiga, existe desde 1928, e passou por vários circuitos.

Na Fórmula 1, o 1º GP australiano aconteceu em 1985, no circuito de rua de Adelaide. Adelaide permaneceu no calendário até 1995, sempre sendo a última prova da temporada. Foram 11 provas em Adelaide.

Houve decisões memoráveis de campeonato em Adelaide, como em 1986 (entre Nelson Piquet e Alain Prost, em que o francês conquistou seu 2º título), e em 1994 (entre Damon Hill e Michael Schumacher, onde conferimos o 1º título mundial do alemão).




















Em 1993, o proeminente empresário de Melbourne, Ron Walker, começou a trabalhar com o governo Kennet (então governador do Estado de Victoria) para Melbourne sediar o GP da Austrália de Fórmula 1.

No final de 1993 foi anunciado que a prova de F1 seria transferida para um reconstruído circuito de rua de Albert Park, em Melbourne. A corrida mudou-se para Melbourne em 1996.













Aliás, a primeira prova foi marcada pelo acidente impressionante de Martin Brundle, com sua Jordan.
- Os maiores vencedores do GP da Austrália (contando toda a sua história) são: o australiano Lex Davison (1954, 1957, 1958, 1961) e o alemão Michael Schumacher (2000, 2001, 2002, 2004), com 4 vitórias cada.
- Pela F1, atrás de Schumacher temos o inglês Jenson Button, com 3 vitórias (2009, 2010 e 2012).
- Com 2 vitórias os pilotos Gerhard Berger (1987, 1992), Ayrton Senna (1991, 1993), Damon Hill (1995, 1996), David Coulthard (1997, 2003), Kimi Räikkönen (2007, 2013) e Lewis Hamilton (2008, 2015).
- O maior vencedor, na F1, no circuito de Albert Park, é Michael Schumacher, com 4 vitórias. E em Adelaide, com 2 vitórias cada, são Alain Prost (1986, 1988), Gerhard Berger (1987, 1992) e Ayrton Senna (1991, 1993).
- Como curiosidade, o francês Alain Prost é o único piloto a ter vencido o GP da Austrália na Fórmula 1, e em formato “doméstico” (sob as regras da Fórmula 1 Australiana). Ele venceu a prova em 1982 (antes da F1), em 1986 e em 1988.
- O construtor com maior número de vitórias no GP da Austrália é a McLaren, com 12 vitórias no total, contando uma antes de entrar no calendário da F1. Ganhou em 1970, 1986, 1988, 1991, 1992, 1993, 1997, 1998, 2003, 2008, 2010 e 2012.
- Em 2º vem a Ferrari, com 10 vitórias, sendo 3 antes da F1. Venceu em 1957, 1958, 1969, 1987, 1999, 2000, 2001, 2002, 2004 e 2007.
- Em 3º está a Williams, com 6 vitórias, 1980, 1985, 1989, 1994, 1995 e 1996.

O circuito de Albert Park tem 5.303 metros, e possui 16 curvas, sendo 10 para a direita e 6 para a esquerda. É um circuito de rua, de média alta velocidade, e horário.

A volta mais rápida em prova foi de Michael Schumacher, com a Ferrari, em 2004. Ele registrou 1’24.125 min, com média de 226.933 km/h.

No circuito de Albert Park (também chamado Melbourne Grand Prix Circuit), já foram realizadas 20 provas na Fórmula 1.

A prova que abre a temporada 2016 da Fórmula 1 será a 21ª em Albert Park, terá 58 voltas, e será disputada no dia 20 de março.

Por fim, aproveitem esse vídeo sensacional do que acontece nos preparativos para o GP em Albert Park.



domingo, 13 de março de 2016

#1 - Rádio Paddock F1 e a 67ª Temporada

    Por Carlos Werzel Jr


    Seja bem-vindo (a) ao blog da Radio Paddock F1!


   O programa idealizado, gravado e produzido por 4 amigos amantes da Fórmula 1, Carlos Eduardo Werlang, Carlos Werzel Júnior, Luís Virgílio Caldas e Diego Gambassi.


    Em nosso primeiro programa damos um panorama inicial sobre a temporada 2016 da Fórmula 1, tratamos da pré-temporada e de algumas mudanças no regulamento e no calendário. Também damos nossos palpites pessoais de qual será a “ordem” das equipes durante a temporada, e quanto ao 1º GP do ano, o GP da Austrália.


    Uma das grandes mudanças no regulamento para este ano é dos pneus. A Pirelli introduziu mais um composto de pneu para pista seca: o ultramacio (com banda roxa), que será usado pela 1ª vez no GP do Canadá, a 7ª etapa da temporada, a se realizar em 12 de junho. No total, agora, são cinco compostos para pista seca.


    Cada piloto terá direito a 13 jogos de pneus para o fim de semana de cada GP. A cada etapa do campeonato a Pirelli e os comissários da FIA escolhem três tipos, a serem utilizados nos treinos livres, na classificação e corrida. Em 2015 eram apenas dois tipos. Com certeza isto gerará maiores desdobramentos, o que iremos conferir no decorrer da temporada.


    Dos 13 jogos de pneus, 3 serão escolhidos pela Pirelli e pela FIA. Já quanto aos outros 10 jogos, cada piloto, em conjunto com seus engenheiros, define quantos jogos de pneus de cada tipo, dentre os três disponibilizados a cada GP, irá utilizar no fim de semana. Essa é a outra novidade este ano.

    Nas quatro primeiras provas, Austrália (20/03), Bahrein (03/04), China (17/04) e Rússia (01/05) os três tipos de pneus a serem utilizados já foram divulgados: médios, macios e supermacios.


Componentes da Pirelli para 2016

    



















       Dos 13 jogos, os pilotos deverão guardar um jogo do mais macio, no caso das 4 primeiras provas o supermacio, para a última seção do treino de definição do grid, o chamado Q3. Ele só pode ser usado nessa hora. E os 8 pilotos que se classificarem para o Q3 – não mais 10, como em 2015 – devolvem para a Pirelli esse jogo de supermacio.


     Os pilotos que não passaram do Q2 podem ficar com esse jogo do supermacio para usar na corrida. É uma forma de o regulamento tentar aproximá-los dos primeiros no grid. Lembremos que os pilotos devem largar com o jogo de pneus utilizado ao estabelecer o melhor tempo no Q2, como no ano passado, não no Q3.



    A Pirelli e a FIA ainda designam dois jogos de pneus para serem usados exclusivamente durante a corrida. Nos quatro primeiros GP’s a escolha fica entre um jogo dos médios e um dos macios. Os pilotos devem reservá-los para o domingo, sendo que têm a opção de escolher apenas um deles, o jogo dos macios ou dos médios, para colocar no carro durante a corrida nos seus pit stops. E não precisam antecipar aos comissários qual usarão.



    Outra mudança no regulamento é quando algum piloto fizer com que uma largada seja abortada, mesmo que consiga sair do grid, terá de largar dos boxes. O mesmo processo será aplicado em uma relargada após uma bandeira vermelha, em que pilotos sejam direcionados aos boxes.


    Também serão dados maiores poderes aos comissários de prova quanto ao estabelecimento dos limites das pistas, requerendo aos pilotos para respeitarem rigorosamente as linhas brancas, exceto em caso de erro do piloto.



    Mais uma mudança é do Safety Car Virtual (VSC), que poderá ser usado em sessões de treinos livres e treinos classificatórios, bem como nas corridas, a fim de reduzir interrupções desnecessárias nas sessões, enquanto que a abertura da asa móvel (DRS - Drag Reduction System) irá agora ser reativada imediatamente após um período de VSC. Antes os pilotos tinham que esperar 2 voltas, antes de voltar a usar a asa móvel.


    A temporada de 2016 da Fórmula 1 tende a ser bem interessante com estas mudanças nas regras, dentre outras, com os 3 pilotos novatos, com as 2 novas equipes e a introdução do GP da Europa, no Azerbaijão, mais uma pista estreante na categoria.



Baku City Circuit
    















    

    Você, amante da Fórmula 1, como nós 4, confira nosso primeiro programa, e os que virão no decorrer deste ano!


    Seja sempre bem-vindo para discutir conosco, para sugerir, criticar, etc. Acesse nossos canais de contato no Facebook, Youtube, Twitter e Blog.

 
    Grande abraço!