terça-feira, 4 de outubro de 2016

#20 - Grande Prêmio do Japão (1ª parte)

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística que está no calendário da Fórmula 1, em praticamente todos os anos, desde 1976.

Porém, o 1º Grande Prêmio do Japão foi disputado em 1963, como prova extra-campeonato da Fórmula 1, no Circuito de Suzuka. Esta prova extra campeonato ocorreu em Suzuka, de novo, no ano seguinte.

De 1966 a 1976 os GP’s Japoneses, ainda como prova extra-campeonato da F1, foram disputados no circuito Fuji Speedway. No traçado de Fuji havia a curva Daiichi, que era inclinada (em relação à superfície), que foi cena de vários acidentes fatais.

No mesmo ano de 1976 foi realizada a primeira prova oficial de Fórmula 1 no Japão, no circuito de Fuji, com mudança na curva Daiichi (1ª curva), tendo sido deixado de lado a parte inclinada, que era bastante perigosa. Foi também a 1ª corrida de F1 a ser disputada no continente asiático!

Esta prova de 1976 não só foi a última da temporada, como decidiu o título mundial de pilotos. Na disputa estavam Niki Lauda e James Hunt, e o inglês levou a melhor, tendo obtido um 3º lugar em uma prova sob forte chuva. Niki Lauda apenas disputou duas voltas, desistindo após achar não haver segurança alguma (também desistiram o australiano Larry Perkins, e os brasileiros José Carlos Pace e Emerson Fittipaldi). Hunt ficou um ponto à frente de Lauda no campeonato.

Em 1977 houve nova prova em Fuji, sendo que o título já estava decidido nas mãos de Niki Lauda. Esta prova foi marcada por ser a última vitória de James Hunt na F1, foi a última prova disputada pelo sueco Gunnar Nilsson (que faleceu de câncer no ano seguinte), foi a última prova em que um carro de F1 usou pneus Dunlop, foi também a primeira prova em que o italiano Riccardo Patrese marcou ponto na F1 (chegou em 6º com sua Shadow), e também aconteceu um grave acidente, na 5ª volta, quando Gilles Villeneuve (Ferrari) e Ronnie Peterson (Tyrrell de 6 rodas) bateram ao se aproximarem da curva Daiichi, e a Ferrari voou sobre o público matando 2 espectadores.

Devido a esse grave acidente, preocupações com a segurança de Fuji, problemas financeiros e até de logística, o GP Japonês foi tirado do campeonato da F1.

Em 1987 a Fórmula 1 retorna ao Japão, desta vez no renovado circuito de Suzuka. Como o GP Japonês historicamente é um dos últimos do campeonato, viu-se 13 títulos mundiais de pilotos decididos lá (contando com o de 1976, em Fuji).

O Suzuka International Racing Course está na cidade de Suzuka, que faz parte da prefeitura de Mie, no Japão (o Japão é dividido em prefeituras).

Soichiro Honda (presidente da Honda Motor Company), no final dos anos 1950, decidiu desenvolver um novo circuito permanente na prefeitura de Mie. Projetada como pista de testes da Honda em 1962, pelo holandês John “Hans” Hugenholtz, Suzuka é um dos poucos circuitos no mundo a ter traçado “figura oito”.

O circuito de Suzuka está dentro de um parque de diversões, é veloz e exigente para os pilotos, e ao longo dos anos se tornou bastante popular entre fãs e pilotos.

Suzuka se tornou palco de vários momentos memoráveis e dramáticos na Fórmula 1, como as 3 disputas de título entre Ayrton Senna e Alain Prost, nos anos de 1988, 1989 e 1990.

Em 24 de março de 2006, a FIA anunciou que o GP do Japão voltaria a ser disputado no circuito de Fuji Speedway (agora com a Toyota como dona do circuito). Fuji foi redesenhado pelo alemão Hermann Tilke. Houve 2 provas da Fórmula 1 lá, em 2007 e 2008.

Não foi colocado antes, mas Fuji é conhecido por ter umas das retas mais longas das pistas de corrida no mundo, com 1,475 km.

Traçado de Fuji usado em 1976 e 1977

Traçado de Fuji usado em 2007 e 2008

Era para Fuji alternar com Suzuka de 2009 em diante. Porém, em julho de 2009, a Toyota citou a crise econômica global como motivo para que não houvesse mais GP’s em Fuji. Assim, a Fórmula 1 voltou a ser disputada em Suzuka. Em 23 de agosto de 2013 foi anunciado que o contrato do GP do Japão foi estendido até 2018.


Apenas para constar, o Japão também teve outra pista como sede de provas da Fórmula 1. Foi a de Aida (ou Tanaka International Circuit Aida). Houve 2 provas, em 1994 e 1995, como Grande Prêmio do Pacífico. Estas provas fizeram o Japão ser um dos 7 países a sediarem mais de uma prova da F1 na mesma temporada (os outros são Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Itália e EUA).

Circuito de Aida
(continua...)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

#19 - Grande Prêmio da Malásia

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística que está no calendário da Fórmula 1 desde 1999.

Mas, vários anos antes, de 1962 a 1965 houve provas conhecidas como Grande Prêmio da Malásia, de Fórmula 2, no circuito Thomson Road, que ficava em Cingapura, quando fazia parte da Federação da Malásia, nos anos de 1963 a 1965.

Após a independência de Cingapura em 1965, o GP da Malásia se transferiu para o circuito de Shah Alam, nas seguintes categorias e respectivos anos: Tasman Series (1968-1972), Formula Pacific (1973-1974, 1978-1982), Formula Atlantic (1975), Formula 2 (1977) e Formula Holden (1995).

Circuito de Shah Alam

Shah Alam ficou bastante conhecida por sediar provas do Mundial de Motociclismo, nos anos 90.

Como parte de uma série de projetos de infraestrutura nos anos 90, na Malásia, sob o governo do primeiro ministro Mahathir Mohamad, o Circuito Internacional de Sepang foi construído entre os anos de 1997 e 1999, perto de Putrajaya, a recém fundada capital administrativa do país, com a intenção de sediar o GP da Malásia de Fórmula 1.

O 1º GP em Sepang na Fórmula 1 foi em 1999, e viu o retorno de Michael Schumacher à ação, após ter quebrado a perna no GP da Inglaterra do mesmo ano.

Em 13 de fevereiro de 2008, a direção do Circuito de Sepang anunciou o objetivo de realizar uma prova noturna na F1. Porém, decidiram não levar a ideia adiante, ao invés disso quiseram iniciar a prova no final da tarde, no horário local.
Isso acabou se mostrando desastroso, já que no GP de 2009 caiu uma forte tempestade tropical, e a prova foi paralisada com 31 voltas. Como estava escurecendo, a prova teve que ser encerrada na volta 31, menos de 75% do total de voltas previstas. Por isso, os pilotos ganharam metade dos pontos. Foi a quinta vez que isto aconteceu na história da F1, e a 1ª desde o GP da Austrália de 1991.

O Circuito Internacional de Sepang fica no distrito de Sepang, estado de Selangor, na Malásia. Fica próximo do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, aproximadamente a 45 quilômetros ao sul de Kuala Lumpur, capital da Malásia.

O circuito é um dos vários desenhados pelo alemão Hermann Tilke.

O traçado possui 5.543 metros, a prova é disputada no sentido horário e o circuito é de média alta velocidade. Possui 15 curvas, sendo 10 para a direita e 5 para a esquerda.

Sepang possui curvas longas e retas largas, e a reta oposta possui quase 1 quilômetro, tendo 927 metros. Um grande problema lá é o clima tropical e úmido, variando de dias claros e bastante quentes a tempestades tropicais.



Até hoje foram disputados 35 GP’s da Malásia em toda sua história, sendo 18 antes da Fórmula 1 (3 em Thomson Road e 15 em Shah Alam), e 17 na Fórmula 1, todos em Sepang).

Na história do GP Malaio, os maiores vencedores, com 4 vitórias cada, são: o piloto de Hong Kong John MacDonald (1970 e 1971 [de Brabham], 1974 e 1975 [de Ralt], todas em Shah Alam), e o alemão Sebastian Vettel (2010, 2011, 2013 [as 3 de Red Bull] e 2015 [de Ferrari]).

Em 2º lugar, com 3 vitórias, estão: o alemão Michael Schumacher (2000, 2001 e 2004 [as 3 de Ferrari]), e o espanhol Fernando Alonso (2005 [Renault], 2007 [McLaren] e 2012 [Ferrari]).

Na 3ª posição, com 2 vitórias, estão 3 pilotos: outro piloto de Hong Kong, Albert Poon (1963 e 1965, ambas de Lotus, e em Thomson Road); o australiano Andrew Miedecke (1981 e 1982, ambas de Ralt, em Shah Alam); e o finlandês Kimi Räikkönen (2003 [McLaren] e 2008 [Ferrari]).

E com uma vitória estão 14 pilotos (!!), dentre eles Eddie Irvine (1999, de Ferrari), Ralf Schumacher (2002, de Williams), Giancarlo Fisichella (2006, de Renault), Jenson Button (2009, de Brawn) e Lewis Hamilton (2014, de Mercedes).

A equipe com maior número de vitórias na Malásia, na história, é a Ferrari, com 7 vitórias, nos anos de 1999, 2000, 2001, 2004, 2008, 2012 e 2015.

Em 2º lugar, com 5 vitórias, está a Ralt (1974, 1975, 1980, 1981 e 1982, todas em Shah Alam). Em 3º lugar, com 4 vitórias, está a March (1973, 1977, 1978 e 1979, todas em Shah Alam).

Em 4º, com 3 vitórias, estão a Elfin (1968, 1969 e 1972, todas em Shah Alam), e a Red Bull, nos anos de 2010, 2011 e 2013.

Com duas vitórias estão 4 equipes, dentre elas McLaren (2003 e 2007) e Renault (2005 e 2006).

E com uma vitória estão 5 equipes, dentre elas Williams (2002), Brawn (2009) e Mercedes (2014).

Na Fórmula 1, o maior vencedor do GP Malaio é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2010, 2011, 2013 [as 3 de Red Bull] e 2015 [de Ferrari].

Em 2º lugar, com 3 vitórias, estão: o alemão Michael Schumacher (2000, 2001 e 2004 [as 3 de Ferrari]), e o espanhol Fernando Alonso (2005 [Renault], 2007 [McLaren] e 2012 [Ferrari]).

Na 3ª posição, com 2 vitórias, está o finlandês Kimi Räikkönen (2003 [McLaren] e 2008 [Ferrari]).

Dentre os atuais pilotos, com uma vitória estão: Jenson Button (2009, de Brawn) e Lewis Hamilton (2014, de Mercedes).

Já quanto às equipes, a que tem maior número de vitórias na Malásia é a Ferrari, com 7 vitórias, nos anos de 1999, 2000, 2001, 2004, 2008, 2012 e 2015.

Em 2º lugar, com 3 vitórias, está a Red Bull, nos anos de 2010, 2011 e 2013.

Na 3ª posição, com 2 vitórias, estão a McLaren (2003 e 2007) e a Renault (2005 e 2006).

E com uma vitória estão a Williams (2002) e a Mercedes (2014).

O piloto com maior número de pole positions em Sepang é Michael Schumacher, com 5 no total, nos anos de 1999, 2000, 2001, 2002 e 2004, todas de Ferrari.

Em 2º lugar, com 3 poles, está Lewis Hamilton, nos anos de 2012 (McLaren), 2014 e 2015 (ambas de Mercedes).

Na 3ª posição, com 2 poles, estão 3 pilotos: Fernando Alonso (2003 e 2005, ambas de Renault), Felipe Massa (2007 e 2008, ambas de Ferrari) e Sebastian Vettel (2011 e 2013, ambas de Red Bull).

E com uma pole estão 3 pilotos: Giancarlo Fisichella (2006, de Renault), Jenson Button (2009, de Brawn), e Mark Webber (2010, de Red Bull).

A volta mais rápida no circuito de Sepang foi do alemão Michael Schumacher, de Ferrari, em 2004, que foi a pole position. Ele registrou 1’33.074 min., com média de 214,397 km/h.


A 16ª prova da temporada 2016 da F1 será a 18ª no Circuito Internacional de Sepang (36ª na história do GP Malaio, e 18ª na Fórmula 1), terá 56 voltas, e será disputada no dia 2 de outubro.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

#18 - Grande Prêmio de Cingapura

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística que está no calendário da Fórmula 1 desde 2008.

Porém, foi primeiramente organizada em 1961, e a corrida foi inicialmente conhecida como Orient Year Grand Prix. No ano seguinte, foi renomeada para Grande Prêmio da Malásia. Depois que Cingapura conquistou sua independência em 1965, a prova foi renomeada para GP de Cingapura, e realizada no circuito de Thomson Road, um circuito de rua, e para a categoria Formula Libre. Mas após 1973 foi cancelada a prova, por várias razões, dentre elas a falta de segurança, aumento do tráfego e acidentes fatais.

O circuito de Thomson Road

Em maio de 2007 foi anunciada a entrada do GP de Cingapura no calendário da Fórmula 1. Foi assinado um acordo de 5 anos pela Singapore GP Pte Ltd., pela Singapore Tourism Board e Bernie Ecclestone.

A primeira prova de Fórmula 1 realizada em Cingapura foi em 2008, no novo circuito de rua de Marina Bay, e também foi o 1º GP noturno da história da F1!! Marina Bay também é o primeiro circuito de rua da Ásia.

Marina Bay Street Circuit é um circuito temporário de rua montado na Marina Bay, uma baía na cidade-estado de Cingapura.

Já em 2008, ano da primeira prova na F1, os pilotos reclamaram do circuito, por ter o asfalto irregular, com saltos, especialmente na Raffles Boulevard (entre as curvas 5 e 7), resultando em um circuito imperdoável, somado ao clima quente e úmido de Cingapura. Aliás, a pista fica a 172 km da linha do Equador, e a temperatura no cockpit dos carros pode chegar a 60ºC!

No mesmo ano de 2008, Lewis Hamilton disse que o circuito Marina Bay é duas vezes mais difícil de pilotar do que Mônaco, e inesperadamente físico, requer o dobro de energia em uma volta, comparando a Mônaco.

O primeiro traçado tinha a chicane Singapore Sling, na curva 10, mais um complexo de curvas próximas, em que os pilotos reclamavam das altas zebras que tinham ali. Em 2010 Lewis Hamilton chegou a chamar este complexo de curvas “a pior curva da Fórmula 1”.

O 1º traçado de Marina Bay, com a Singapore Sling (curva 10), utilizado até 2012

Em 2013 foi removida a Singapore Sling do circuito. E em 2015 foram feitas leves modificações nas curvas 11, 12 e 13.

Traçado utilizado em 2013 e 2014

O atual traçado possui 5.065 metros, é um circuito de rua, no sentido anti-horário e de média velocidade. Possui 23 curvas, sendo 9 para a direita e 14 para a esquerda. É o circuito com maior número de curvas do calendário da F1!

Em março de 2009, 3 curvas do circuito ganharam nomes, após uma competição entre fãs da F1 locais. A Curva 1 foi chamada Sheares, que vem de Benjamin Henry Sheares, o 2º presidente de Cingapura; a Curva 7 foi chamada Memorial, devido à proximidade a um memorial civil da 2ª Guerra Mundial; e a Curva 10 foi chamada Singapore Sling, mas essa curva foi modificada em 2013, e não tem mais este nome.

Em 22 de setembro de 2012 foi feito acordo entre Bernie Ecclestone e os organizadores do GP Cingalês, e o GP está assegurado até 2017.

Até hoje foram disputados 16 GP’s de Cingapura, em toda sua história, sendo 8 antes de entrar no calendário da Fórmula 1, no circuito de Thomson Road, e 8 na Fórmula 1, no Marina Bay Street Circuit.

Na história do GP Cingalês, o maior vencedor é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2011, 2012, 2013 (as 3 de Red Bull) e 2015 (de Ferrari).

Em 2º lugar está o neozelandês Graeme Lawrence, com 3 vitórias em Thomson Road, nos anos de 1969 (de McLaren), 1970 (de Ferrari) e 1971 (de Brabham). Essas 3 vitórias foram na categoria chamada Formula Libre.

Na 3ª posição, com 2 vitórias, estão o espanhol Fernando Alonso, com seus triunfos nos anos de 2008 (Renault) e 2010 (Ferrari); e o inglês Lewis Hamilton, nos anos de 2009 (McLaren) e 2014 (Mercedes).

E com uma vitória estão 4 pilotos, mas ainda na época das provas em Thomson Road.

As equipes com maior número de vitórias em Cingapura, na história, com 3 vitórias cada, são: Ferrari, nos anos de 1970, 2010 e 2015; e Red Bull, nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Em 2º lugar está a McLaren, com 2 vitórias, nos anos de 1969 e 2009.

Com uma vitória estão 8 equipes, dentre elas Renault (2008) e Mercedes (2014).

Na Fórmula 1, o maior vencedor do GP de Cingapura é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2011, 2012, 2013 (as 3 de Red Bull) e 2015 (de Ferrari).

Na 2ª posição, com 2 vitórias, estão o espanhol Fernando Alonso, com seus triunfos nos anos de 2008 (Renault) e 2010 (Ferrari); e o inglês Lewis Hamilton, nos anos de 2009 (McLaren) e 2014 (Mercedes).

Já quanto às equipes, a equipe com maior número de vitórias em Cingapura é a Red Bull, com 3 vitórias, nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Em 2º lugar, com 2 vitórias, está a Ferrari, nos anos de 2010 e 2015.

Na 3º posição, com uma vitória, estão a Renault (2008), a McLaren (2009) e a Mercedes (2014).

Como curiosidades, em todos os GP’s Cingaleses, na F1, houve a necessidade da entrada do safety car. Desde 2008, foram 12 entradas do safety car na pista, por acidentes.
E o GP Cingalês é quase sempre o mais longo do calendário, já que nenhuma prova foi completada com menos de uma hora e 56 minutos!

A volta mais rápida no atual circuito foi do alemão Sebastian Vettel, de Ferrari, em 2015, que foi a pole position. Ele registrou 1’43.885 min., com média de 175,521 km/h.


A 15ª prova da temporada 2016 da F1 será a 9ª no Marina Bay Street Circuit na Fórmula 1 (17ª na história do GP Cingalês, e 9ª na Fórmula 1), terá 61 voltas, e será disputada no dia 18 de setembro.

Atual traçado

terça-feira, 30 de agosto de 2016

#17 - Grande Prêmio da Itália (parte 2)

(...cont.)

* por Carlos Werzel Júnior


Vejam os traçados que Monza já teve:

1 - com 6.300 metros, utilizado de 1950 a 1954, ainda não existia a Parabolica;
2 - com 10 km, incluía o oval, foram disputadas 4 provas na F1: em 1955, 1956, 1960 e 1961;
3 - com 5.750 metros, utilizado de 1957 a 1959, e de 1962 a 1971;
4 - com 5.775 metros, foi utilizado em 1972 e 1973, foram incluídas a 1ª e a 2ª chicanes;
5 - com 5.780 metros, foi utilizado em 1974 e 1975, houve modificação na 2ª chicane;
6 - com 5.800 metros, foi utilizado de 1976 a 1993, foi criada a Variante del Retiffilo no lugar da 1ª chicane, à 2ª chicane deu-se o nome de Variante Ascari, e também foi criada a Variante della Roggia;
7 - também com 5.800 metros, foi utilizado em 1994, foi alterada a 2ª Curva di Lesmo;
8 - com 5.770 metros, foi utilizado de 1995 a 1999, houve alterações na Curva Grande e na 1ª Curva di Lesmo;
9 - com 5.793 metros, utilizado de 2000 até os dias atuais, foi alterada a Variante del Rettifilo

O atual traçado de Monza tem 5.793 metros, fica em um autódromo, é de alta velocidade e no sentido horário. Possui 11 curvas, sendo 7 para a direita e 4 para a esquerda.

Há um acordo assinado entre Bernie Ecclestone e os administradores do circuito de Monza, de 18 de março de 2010, assegurando o GP da Itália no circuito até este ano de 2016.

Até hoje foram disputados 85 GP’s da Itália, em toda sua história, sendo 16 antes da 2ª Guerra Mundial, mais 3 após a 2ª Guerra, e 66 provas na Fórmula 1. Das 66, foram 65 em Monza e apenas uma em Imola. Lembrando que não está sendo contado o GP de Pescara em 1957.
Monza é o circuito com maior nº de GP’s na Fórmula 1!!

Na história do GP Italiano o maior vencedor é o alemão Michael Schumacher, com 5 vitórias, nos anos de 1996, 1998, 2000, 2003 e 2006 (todas de Ferrari).

Em 2º lugar está o brasileiro Nelson Piquet, com 4 triunfos, nos anos de 1980 e 1983 (de Brabham), 1986 e 1987 (de Williams).

Na 3ª posição, com 3 vitórias, temos 9 pilotos, dentre eles Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Ronnie Peterson, Alain Prost, Rubens Barrichello (2002, 2004 [as 2 de Ferrari] e 2009 [Brawn]), Sebastian Vettel (2008 [Toro Rosso], 2011 e 2013 [as 2 de Red Bull]) e Lewis Hamilton (2012 [McLaren], 2014 e 2015 [as 2 de Mercedes]).

Dos outros pilotos atuais, com 2 vitórias está o espanhol Fernando Alonso, com suas vitórias em 2007 (McLaren) e 2010 (Ferrari). Nenhum outro piloto (dentre os atuais) venceu na Itália, na F1.
Como curiosidade, com 2 vitórias também estão outros 10 pilotos, dentre eles Ayrton Senna (1990 e 1992, ambas de McLaren) e Damon Hill (1993 e 1994, ambas de Williams).

A equipe com maior número de vitórias é a Ferrari, com 19 vitórias, nos anos de 1949, 1951, 1952, 1960, 1961, 1964, 1966, 1970, 1975, 1979, 1988, 1996, 1998, 2000, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2010.

Em 2º lugar está a McLaren, com 10 vitórias, nos anos de 1968, 1984, 1985, 1989, 1990, 1992, 1997, 2005, 2007 e 2012.

Apenas em Monza o maior vencedor é Michael Schumacher, com as 5 vitórias acima citadas.

Em 2º, com 3 vitórias, estão os pilotos citados acima, mais Nelson Piquet (isto pois em 1980 ele venceu no circuito de Imola). Também possuem 3 vitórias em Monza os italianos Tazio Nuvolari (as 3 vitórias aconteceram antes da 2ª Guerra Mundial, em 1931, 1932 [estas duas de Alfa Romeo] e 1938 [de Auto Union]); e Alberto Ascari (uma antes de existir a Fórmula 1, em 1949, e em 1951 e 1952, todas de Ferrari).

Os outros vencedores em Monza são os já mencionados acima.

A equipe com maior nº de vitórias em Monza é a Ferrari, com as 19 vitórias citadas mais acima.
Em 2º está a McLaren, com as mesmas 10 vitórias acima citadas.

Os pilotos com maior número de pole positions, apenas em Monza, com 5 cada, são Juan Manuel Fangio (1950 e 1951 [ambas de Alfa Romeo], 1954 e 1955 [as 2 de Mercedes] e 1956 [Ferrari]) e Ayrton Senna (1985 [Lotus], 1988, 1989, 1990 e 1991, todas de McLaren, o único piloto com 4 poles consecutivas).

Em 2º está Lewis Hamilton, com 4 poles, nos anos de 2009 e 2012 (ambas de McLaren), 2014 e 2015 (ambas de Mercedes).

Os outros pilotos atuais com poles em Monza são:
- Sebastian Vettel, com 3, em 2008 (Toro Rosso), 2011 e 2013 (ambas de Red Bull);
- Fernando Alonso, com 2, em 2007 (McLaren) e 2010 (de Ferrari);
- Kimi Räikkönen, com uma, em 2006, de McLaren.

A volta mais rápida no atual circuito foi do brasileiro Rubens Barrichello, de Ferrari, em 2004, que foi a pole position naquele ano. Ele registrou 1’20.089 min., com média de 260,395 km/h.
Mas, na 1ª parte dos treinos oficiais, o colombiano Juan Pablo Montoya registrou uma volta com o tempo de 1’19.525 min., com média de 262,242 km/h! Foi a mais rápida da história da Fórmula 1!!


A 14ª prova da temporada 2016 da F1 será a 66ª em Monza na Fórmula 1 (86ª na história do GP Italiano, e 67ª na Fórmula 1, sem contar o GP de Pescara de 1957), terá 53 voltas, e será disputada no dia 4 de setembro.


#17 - Grande Prêmio da Itália (parte 1)

* por Carlos Werzel Júnior

É uma das provas automobilísticas mais antigas existentes. Faz parte da Fórmula 1 desde 1950, e ocorreu em todos os anos desde então.

O primeiro Grande Prêmio foi realizado em 1921, em um circuito próximo a Brescia.

Em 1922, entre os meses de maio a julho, foi construído o Autodromo Nazionale Monza, por 3.500 trabalhadores, financiado pelo Automóvel Clube de Milão. O circuito fica próximo da cidade de Monza, ao norte de Milão, na Itália. Foram construídos um traçado de 5,5 km e um oval de 4,5 km de extensão. No total, o traçado dá 10 km. O oval possui curvas inclinadas em relação à superfície, elas possuem cerca de 30º cada.

Em 1922 aconteceu o 1º GP em Monza, e inicialmente utilizavam o circuito completo, somando o oval. Desde o início mostrou-se um circuito veloz e perigoso, sendo que o primeiro GP trágico foi o de 1928. Em 1929 e 1930 não houve GP em Monza, voltando em 1931.

Em 1933 houve outro GP trágico em Monza, por conta de óleo (que saiu de um dos carros) em uma das curvas anguladas do oval. Em 1935 alterações foram feitas no traçado, com a inclusão de chicanes em alguns trechos. Em 1937 o GP italiano foi em Livorno, no Circuito del Montenero.

Houve GP’s até 1938, quando veio a 2ª Guerra Mundial. O GP da Itália volta em 1947, desta vez em um circuito de rua em Milão, no Sempione Park. Em 1948 o GP Italiano foi realizado em Turim, no Valentino Park.

Em 1949 o GP Italiano volta ao circuito de Monza, e foi incluído no calendário da recém criada Fórmula 1 em 1950. A partir de então os GP’s Italianos foram realizados sempre em Monza (até os dias atuais), somente em 1980 que não, quando passou ao circuito de Imola. Isto ocorreu pois Monza passou por melhorias, incluindo a construção de novos boxes.


O traçado de Imola em 1980, que foi o GP da Itália daquele ano

Em 1957 houve outro GP na Itália, o chamado GP de Pescara. Foram utilizadas estradas para o circuito, passava por cidades próximas a Pescara. Foi o circuito mais longo de toda a história da Fórmula 1, ele tinha 25.800 metros de extensão. Também era bastante perigoso, tanto que Enzo Ferrari, o dono da equipe Ferrari, não mandou seu time para esta prova, por segurança de seus pilotos. Foi o único GP oficial realizado lá, pela Fórmula 1.


O longo e perigoso circuito de Pescara

Voltando a Monza, é um circuito veloz e que passou por mudanças em seu traçado ao longo dos anos. O traçado completo, com o circuito oval, foi utilizado em 4 provas na Fórmula 1: 1955, 1956, 1960 e 1961. Aliás, em 1960 havia voltado o circuito oval, pois os organizadores italianos queriam ‘ajudar’ a Ferrari, que tinham motores mais potentes que os carros britânicos. As equipes britânicas criticaram, pois achavam que as curvas anguladas eram frágeis e bastante duras para os carros, por isso boicotaram o GP de 1960.

Fato é que Monza é um dos templos do automobilismo, circuito que já decidiu títulos mundiais na Fórmula 1, e que infelizmente vitimou grandes pilotos.

Alguns fatos marcantes do GP Italiano:

1957 e 1958: não exatamente pela Fórmula 1, mas nestes dois anos ocorreu a “Corrida dos Dois Mundos”. Era pra ser uma disputa entre carros da USAC (antiga Fórmula Indy) e da F1, no oval de Monza. Porém, várias equipes da F1 desistiram de participar, para preservarem a segurança dos seus pilotos, pois o oval de Monza era muito exigente na parte mecânica dos carros.
As provas foram no sentido anti-horário do circuito, e pela semelhança com Indianápolis (também foram 500 milhas), ficaram conhecidas como Monzanápolis.

Abaixo um video da prova de 1957:




1961: o piloto alemão Wolfgang Von Trips (que seria o 1º alemão campeão do mundo), aproximando-se da Parabolica, tocou no carro de Jim Clark, e voou sobre os torcedores próximos (matando 14), e seu corpo foi atirado para fora do carro, falecendo na hora.

No video a narração é em alemão:




1970: o austríaco Jochen Rindt, nos treinos para o GP em sua Lotus, ao se aproximar da Parabolica, perdeu o controle de seu carro, vindo a bater feio no guard rail. Acabou falecendo quase que instantaneamente. A equipe Lotus retirou-se da prova, e graças à vitória de seu substituto Emerson Fittipaldi, nos EUA, Rindt acabou se tornando o único campeão póstumo da F1.




1971: aconteceu um dos finais mais emocionantes na história da F1! Os cinco primeiros colocados terminaram a prova bastante próximos. Vitória do britânico Peter Gethin (BRM); o 2º foi Ronnie Peterson (March), a 0.01 segundo; o 3º François Cevert (Tyrrell), a 0.09 segundo; em 4º Mike Hailwood (Surtees), a 0.18 segundo; e em 5º ficou Howden Ganley (BRM), a 0.61 segundo do 1º! Foi o último GP sem chicanes no traçado de Monza.




1978: um grave acidente na largada. Riccardo Patrese ultrapassou James Hunt, pela direita, e Hunt se moveu para a esquerda atingindo o pneu traseiro de Ronnie Peterson. Mais 7 pilotos foram envolvidos no acidente. Peterson sofreu várias lesões nas pernas, e como o carro pegou fogo, ele inalou fumaça e fogo. Ainda estava consciente quando foi levado ao hospital. Mas no dia seguinte, o piloto sueco faleceu de embolia pulmonar. Mais um talento que sucumbiu aos riscos do automobilismo.

Video em alemão:




Estes são apenas alguns dos momentos marcantes nos GP’s Italianos em Monza que colocamos, pois existem tantos. Se fôssemos colocar vários, ficaria muito longo o texto.

(continua...)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

#16 - Grande Prêmio da Bélgica (parte 2)

* por Carlos Werzel Júnior

(cont...)

Outros fatos e momentos marcantes dos GP's Belgas:

1960: ocorreu um dos finais de semana mais tristes da Fórmula 1. Durante os treinos, o inglês Stirling Moss bateu feio na curva Burnenville, foi arremessado do carro para o meio da pista e ficou inconsciente. Ele quebrou as pernas, 3 vértebras, várias costelas, mas sobreviveu. Porém acabou não disputando mais boa parte das provas daquele ano.
Outro britânico, Mike Taylor, também sofreu grave acidente nos treinos, batendo em árvores perto da curva Stavelot, encerrando sua carreira na F1.
Mas a corrida foi mais desastrosa. Na volta 17, Chris Bristow estava brigando por posição com Willy Mairesse, os dois tocaram rodas próximo à curva Malmedy, Chris perdeu o controle de seu carro, bateu, foi arremessado para fora do carro, e faleceu.
Cinco voltas depois, outro inglês, Alan Stacey, estava em 6º quando um pássaro bateu em seu rosto, na reta Masta. Ele perdeu o controle do seu carro a 228 km/h, saiu da pista e bateu. Seu carro chegou a explodir, e nem é preciso escrever o resultado.

1968: nesta prova, pela primeira vez, foram utilizadas asas em alguns carros, para melhoria aerodinâmica. Apesar que alguns mais pareciam monstros hehehe.
A equipe McLaren conquistou sua 1ª vitória na história da F1! Foi também a última vitória do seu fundador Bruce McLaren, na F1.

Sobre o alemão Michael Schumacher, em 1992 ele venceu sua 1ª prova na Fórmula 1 na Bélgica, de Benetton, e em 2001 ele conseguiu sua 52ª vitória, passando Alain Prost em nº de vitórias, tornando-se o piloto com  maior nº de vitórias na categoria!

O circuito de Spa-Francorchamps, apesar do nome, não fica na cidade de Spa, mas em Francorchamps, que é uma localidade da municipalidade de Stavelot, na província de Liège. O circuito também fica na bela floresta Ardennes.

A antiga pista tinha 14.100 metros, e o recorde de volta é do belga Jacky Ickx, de Ferrari, mas no Campeonato Mundial de Carros Esporte, nos 1000 km de Spa, quando fez a pole em 3 minutos, 12.7 segundos, com média de 263,414 km/h!

A atual pista de Spa tem 7.004 metros, fica em um autódromo, é de alta velocidade e no sentido horário. Possui 20 curvas, sendo 11 para a direita e 9 para a esquerda.

Em janeiro de 2015, o ministro da economia do governo da Valônia (uma das 3 regiões da Bélgica, onde fica o circuito de Spa), Jean-Claude Marcourt, confirmou uma extensão do contrato de Spa até 2018, para sediar GP’s de Fórmula 1.

Até hoje foram disputados 71 GP’s da Bélgica, em toda sua história, sendo 8 antes da 2ª Guerra Mundial, mais 3 após a 2ª Guerra, e 60 provas na Fórmula 1. Das 60, foram 2 em Nivelles-Baulers, 10 em Zolder e 48 em Spa-Francorchamps.

Na história do GP Belga o maior vencedor é o alemão Michael Schumacher, com 6 vitórias, nos anos de 1992, 1995 (as 2 de Benetton), 1996, 1997, 2001 e 2002 (as 4 de Ferrari).

Em 2º lugar está o brasileiro Ayrton Senna, com 5 triunfos, nos anos de 1985 (de Lotus), 1988, 1989, 1990 e 1991 (as 4 de McLaren).

Na 3ª posição, com 4 vitórias, temos 2 pilotos, o escocês Jim Clark (1962, 1963, 1964 e 1965 [todas de Lotus]), e o finlandês Kimi Räikkönen (2004, 2005 [as 2 de McLaren], 2007 e 2009 [ambas de Ferrari]).

Dos outros pilotos atuais, com 2 vitórias estão Sebastian Vettel (2011 e 2013 [ambas de Red Bull]), e Lewis Hamilton (2010 [McLaren] e 2015 [Mercedes]).
Com uma vitória estão: Felipe Massa (2008, de Ferrari), Jenson Button (2012, de McLaren), e Daniel Ricciardo (2014, de Red Bull).

A equipe com maior número de vitórias é a Ferrari, com 16 vitórias, nos anos de 1952, 1953, 1956, 1961, 1966, 1975, 1976, 1979, 1984, 1996, 1997, 2001, 2002, 2007, 2008 e 2009.
Em 2º lugar está a McLaren, com 14 vitórias, nos anos de 1968, 1974, 1982, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1999, 2000, 2004, 2005, 2010 e 2012.

Apenas em Spa o maior vencedor é Michael Schumacher, com as 6 vitórias acima citadas.

Em 2º, com 5 vitórias, está o tricampeão Ayrton Senna. Suas vitórias foram citadas mais acima, sendo 4 consecutivas (igualado a Jim Clark, que também venceu 4 seguidas em Spa).

Os outros vencedores em Spa são os já mencionados acima.

A equipe com maior nº de vitórias em Spa é a Ferrari, com 12 no total (1952, 1953, 1956, 1961, 1966, 1996, 1997, 2001, 2002, 2007, 2008 e 2009).
A McLaren também tem 12 vitórias, nos anos de 1968, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1999, 2000, 2004, 2005, 2010 e 2012.

Os pilotos com maior número de pole positions, apenas em Spa, com 4 cada, são Juan Manuel Fangio (1951 [Alfa Romeo], 1953 e 1954 [as 2 de Maserati] e 1956 [Ferrari]) e Ayrton Senna (1988, 1989, 1990 e 1991, todas de McLaren, o único piloto com 4 poles consecutivas).
O francês Alain Prost tem 3 poles em Spa, e mais uma em Zolder (1982, de Renault).

Os pilotos atuais com poles em Spa-Francorchamps são:
- Lewis Hamilton, com 3, em 2008 (McLaren), 2013 e 2015 (ambas de Mercedes);
- Kimi Räikkönen, com uma, em 2007, de Ferrari;
- Sebastian Vettel, com uma, em 2011, de Red Bull;
- Jenson Button, com uma, em 2012, de McLaren;
- Nico Rosberg, com uma, em 2014, de Mercedes.

A volta mais rápida no atual circuito foi do australiano Mark Webber, de Red Bull, em 2010, que foi a pole position naquele ano. Ele registrou 1’45.778 min., com média de 238,371 km/h.


A 13ª prova da temporada 2016 da F1 será a 49ª em Spa-Francorchamps na Fórmula 1 (72ª na história do GP Belga, e 61ª na Fórmula 1), terá 44 voltas, e será disputada no dia 28 de agosto.