terça-feira, 13 de setembro de 2016

#18 - Grande Prêmio de Cingapura

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística que está no calendário da Fórmula 1 desde 2008.

Porém, foi primeiramente organizada em 1961, e a corrida foi inicialmente conhecida como Orient Year Grand Prix. No ano seguinte, foi renomeada para Grande Prêmio da Malásia. Depois que Cingapura conquistou sua independência em 1965, a prova foi renomeada para GP de Cingapura, e realizada no circuito de Thomson Road, um circuito de rua, e para a categoria Formula Libre. Mas após 1973 foi cancelada a prova, por várias razões, dentre elas a falta de segurança, aumento do tráfego e acidentes fatais.

O circuito de Thomson Road

Em maio de 2007 foi anunciada a entrada do GP de Cingapura no calendário da Fórmula 1. Foi assinado um acordo de 5 anos pela Singapore GP Pte Ltd., pela Singapore Tourism Board e Bernie Ecclestone.

A primeira prova de Fórmula 1 realizada em Cingapura foi em 2008, no novo circuito de rua de Marina Bay, e também foi o 1º GP noturno da história da F1!! Marina Bay também é o primeiro circuito de rua da Ásia.

Marina Bay Street Circuit é um circuito temporário de rua montado na Marina Bay, uma baía na cidade-estado de Cingapura.

Já em 2008, ano da primeira prova na F1, os pilotos reclamaram do circuito, por ter o asfalto irregular, com saltos, especialmente na Raffles Boulevard (entre as curvas 5 e 7), resultando em um circuito imperdoável, somado ao clima quente e úmido de Cingapura. Aliás, a pista fica a 172 km da linha do Equador, e a temperatura no cockpit dos carros pode chegar a 60ºC!

No mesmo ano de 2008, Lewis Hamilton disse que o circuito Marina Bay é duas vezes mais difícil de pilotar do que Mônaco, e inesperadamente físico, requer o dobro de energia em uma volta, comparando a Mônaco.

O primeiro traçado tinha a chicane Singapore Sling, na curva 10, mais um complexo de curvas próximas, em que os pilotos reclamavam das altas zebras que tinham ali. Em 2010 Lewis Hamilton chegou a chamar este complexo de curvas “a pior curva da Fórmula 1”.

O 1º traçado de Marina Bay, com a Singapore Sling (curva 10), utilizado até 2012

Em 2013 foi removida a Singapore Sling do circuito. E em 2015 foram feitas leves modificações nas curvas 11, 12 e 13.

Traçado utilizado em 2013 e 2014

O atual traçado possui 5.065 metros, é um circuito de rua, no sentido anti-horário e de média velocidade. Possui 23 curvas, sendo 9 para a direita e 14 para a esquerda. É o circuito com maior número de curvas do calendário da F1!

Em março de 2009, 3 curvas do circuito ganharam nomes, após uma competição entre fãs da F1 locais. A Curva 1 foi chamada Sheares, que vem de Benjamin Henry Sheares, o 2º presidente de Cingapura; a Curva 7 foi chamada Memorial, devido à proximidade a um memorial civil da 2ª Guerra Mundial; e a Curva 10 foi chamada Singapore Sling, mas essa curva foi modificada em 2013, e não tem mais este nome.

Em 22 de setembro de 2012 foi feito acordo entre Bernie Ecclestone e os organizadores do GP Cingalês, e o GP está assegurado até 2017.

Até hoje foram disputados 16 GP’s de Cingapura, em toda sua história, sendo 8 antes de entrar no calendário da Fórmula 1, no circuito de Thomson Road, e 8 na Fórmula 1, no Marina Bay Street Circuit.

Na história do GP Cingalês, o maior vencedor é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2011, 2012, 2013 (as 3 de Red Bull) e 2015 (de Ferrari).

Em 2º lugar está o neozelandês Graeme Lawrence, com 3 vitórias em Thomson Road, nos anos de 1969 (de McLaren), 1970 (de Ferrari) e 1971 (de Brabham). Essas 3 vitórias foram na categoria chamada Formula Libre.

Na 3ª posição, com 2 vitórias, estão o espanhol Fernando Alonso, com seus triunfos nos anos de 2008 (Renault) e 2010 (Ferrari); e o inglês Lewis Hamilton, nos anos de 2009 (McLaren) e 2014 (Mercedes).

E com uma vitória estão 4 pilotos, mas ainda na época das provas em Thomson Road.

As equipes com maior número de vitórias em Cingapura, na história, com 3 vitórias cada, são: Ferrari, nos anos de 1970, 2010 e 2015; e Red Bull, nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Em 2º lugar está a McLaren, com 2 vitórias, nos anos de 1969 e 2009.

Com uma vitória estão 8 equipes, dentre elas Renault (2008) e Mercedes (2014).

Na Fórmula 1, o maior vencedor do GP de Cingapura é o alemão Sebastian Vettel, com 4 conquistas, nos anos de 2011, 2012, 2013 (as 3 de Red Bull) e 2015 (de Ferrari).

Na 2ª posição, com 2 vitórias, estão o espanhol Fernando Alonso, com seus triunfos nos anos de 2008 (Renault) e 2010 (Ferrari); e o inglês Lewis Hamilton, nos anos de 2009 (McLaren) e 2014 (Mercedes).

Já quanto às equipes, a equipe com maior número de vitórias em Cingapura é a Red Bull, com 3 vitórias, nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Em 2º lugar, com 2 vitórias, está a Ferrari, nos anos de 2010 e 2015.

Na 3º posição, com uma vitória, estão a Renault (2008), a McLaren (2009) e a Mercedes (2014).

Como curiosidades, em todos os GP’s Cingaleses, na F1, houve a necessidade da entrada do safety car. Desde 2008, foram 12 entradas do safety car na pista, por acidentes.
E o GP Cingalês é quase sempre o mais longo do calendário, já que nenhuma prova foi completada com menos de uma hora e 56 minutos!

A volta mais rápida no atual circuito foi do alemão Sebastian Vettel, de Ferrari, em 2015, que foi a pole position. Ele registrou 1’43.885 min., com média de 175,521 km/h.


A 15ª prova da temporada 2016 da F1 será a 9ª no Marina Bay Street Circuit na Fórmula 1 (17ª na história do GP Cingalês, e 9ª na Fórmula 1), terá 61 voltas, e será disputada no dia 18 de setembro.

Atual traçado

terça-feira, 30 de agosto de 2016

#17 - Grande Prêmio da Itália (parte 2)

(...cont.)

* por Carlos Werzel Júnior


Vejam os traçados que Monza já teve:

1 - com 6.300 metros, utilizado de 1950 a 1954, ainda não existia a Parabolica;
2 - com 10 km, incluía o oval, foram disputadas 4 provas na F1: em 1955, 1956, 1960 e 1961;
3 - com 5.750 metros, utilizado de 1957 a 1959, e de 1962 a 1971;
4 - com 5.775 metros, foi utilizado em 1972 e 1973, foram incluídas a 1ª e a 2ª chicanes;
5 - com 5.780 metros, foi utilizado em 1974 e 1975, houve modificação na 2ª chicane;
6 - com 5.800 metros, foi utilizado de 1976 a 1993, foi criada a Variante del Retiffilo no lugar da 1ª chicane, à 2ª chicane deu-se o nome de Variante Ascari, e também foi criada a Variante della Roggia;
7 - também com 5.800 metros, foi utilizado em 1994, foi alterada a 2ª Curva di Lesmo;
8 - com 5.770 metros, foi utilizado de 1995 a 1999, houve alterações na Curva Grande e na 1ª Curva di Lesmo;
9 - com 5.793 metros, utilizado de 2000 até os dias atuais, foi alterada a Variante del Rettifilo

O atual traçado de Monza tem 5.793 metros, fica em um autódromo, é de alta velocidade e no sentido horário. Possui 11 curvas, sendo 7 para a direita e 4 para a esquerda.

Há um acordo assinado entre Bernie Ecclestone e os administradores do circuito de Monza, de 18 de março de 2010, assegurando o GP da Itália no circuito até este ano de 2016.

Até hoje foram disputados 85 GP’s da Itália, em toda sua história, sendo 16 antes da 2ª Guerra Mundial, mais 3 após a 2ª Guerra, e 66 provas na Fórmula 1. Das 66, foram 65 em Monza e apenas uma em Imola. Lembrando que não está sendo contado o GP de Pescara em 1957.
Monza é o circuito com maior nº de GP’s na Fórmula 1!!

Na história do GP Italiano o maior vencedor é o alemão Michael Schumacher, com 5 vitórias, nos anos de 1996, 1998, 2000, 2003 e 2006 (todas de Ferrari).

Em 2º lugar está o brasileiro Nelson Piquet, com 4 triunfos, nos anos de 1980 e 1983 (de Brabham), 1986 e 1987 (de Williams).

Na 3ª posição, com 3 vitórias, temos 9 pilotos, dentre eles Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Ronnie Peterson, Alain Prost, Rubens Barrichello (2002, 2004 [as 2 de Ferrari] e 2009 [Brawn]), Sebastian Vettel (2008 [Toro Rosso], 2011 e 2013 [as 2 de Red Bull]) e Lewis Hamilton (2012 [McLaren], 2014 e 2015 [as 2 de Mercedes]).

Dos outros pilotos atuais, com 2 vitórias está o espanhol Fernando Alonso, com suas vitórias em 2007 (McLaren) e 2010 (Ferrari). Nenhum outro piloto (dentre os atuais) venceu na Itália, na F1.
Como curiosidade, com 2 vitórias também estão outros 10 pilotos, dentre eles Ayrton Senna (1990 e 1992, ambas de McLaren) e Damon Hill (1993 e 1994, ambas de Williams).

A equipe com maior número de vitórias é a Ferrari, com 19 vitórias, nos anos de 1949, 1951, 1952, 1960, 1961, 1964, 1966, 1970, 1975, 1979, 1988, 1996, 1998, 2000, 2002, 2003, 2004, 2006 e 2010.

Em 2º lugar está a McLaren, com 10 vitórias, nos anos de 1968, 1984, 1985, 1989, 1990, 1992, 1997, 2005, 2007 e 2012.

Apenas em Monza o maior vencedor é Michael Schumacher, com as 5 vitórias acima citadas.

Em 2º, com 3 vitórias, estão os pilotos citados acima, mais Nelson Piquet (isto pois em 1980 ele venceu no circuito de Imola). Também possuem 3 vitórias em Monza os italianos Tazio Nuvolari (as 3 vitórias aconteceram antes da 2ª Guerra Mundial, em 1931, 1932 [estas duas de Alfa Romeo] e 1938 [de Auto Union]); e Alberto Ascari (uma antes de existir a Fórmula 1, em 1949, e em 1951 e 1952, todas de Ferrari).

Os outros vencedores em Monza são os já mencionados acima.

A equipe com maior nº de vitórias em Monza é a Ferrari, com as 19 vitórias citadas mais acima.
Em 2º está a McLaren, com as mesmas 10 vitórias acima citadas.

Os pilotos com maior número de pole positions, apenas em Monza, com 5 cada, são Juan Manuel Fangio (1950 e 1951 [ambas de Alfa Romeo], 1954 e 1955 [as 2 de Mercedes] e 1956 [Ferrari]) e Ayrton Senna (1985 [Lotus], 1988, 1989, 1990 e 1991, todas de McLaren, o único piloto com 4 poles consecutivas).

Em 2º está Lewis Hamilton, com 4 poles, nos anos de 2009 e 2012 (ambas de McLaren), 2014 e 2015 (ambas de Mercedes).

Os outros pilotos atuais com poles em Monza são:
- Sebastian Vettel, com 3, em 2008 (Toro Rosso), 2011 e 2013 (ambas de Red Bull);
- Fernando Alonso, com 2, em 2007 (McLaren) e 2010 (de Ferrari);
- Kimi Räikkönen, com uma, em 2006, de McLaren.

A volta mais rápida no atual circuito foi do brasileiro Rubens Barrichello, de Ferrari, em 2004, que foi a pole position naquele ano. Ele registrou 1’20.089 min., com média de 260,395 km/h.
Mas, na 1ª parte dos treinos oficiais, o colombiano Juan Pablo Montoya registrou uma volta com o tempo de 1’19.525 min., com média de 262,242 km/h! Foi a mais rápida da história da Fórmula 1!!


A 14ª prova da temporada 2016 da F1 será a 66ª em Monza na Fórmula 1 (86ª na história do GP Italiano, e 67ª na Fórmula 1, sem contar o GP de Pescara de 1957), terá 53 voltas, e será disputada no dia 4 de setembro.


#17 - Grande Prêmio da Itália (parte 1)

* por Carlos Werzel Júnior

É uma das provas automobilísticas mais antigas existentes. Faz parte da Fórmula 1 desde 1950, e ocorreu em todos os anos desde então.

O primeiro Grande Prêmio foi realizado em 1921, em um circuito próximo a Brescia.

Em 1922, entre os meses de maio a julho, foi construído o Autodromo Nazionale Monza, por 3.500 trabalhadores, financiado pelo Automóvel Clube de Milão. O circuito fica próximo da cidade de Monza, ao norte de Milão, na Itália. Foram construídos um traçado de 5,5 km e um oval de 4,5 km de extensão. No total, o traçado dá 10 km. O oval possui curvas inclinadas em relação à superfície, elas possuem cerca de 30º cada.

Em 1922 aconteceu o 1º GP em Monza, e inicialmente utilizavam o circuito completo, somando o oval. Desde o início mostrou-se um circuito veloz e perigoso, sendo que o primeiro GP trágico foi o de 1928. Em 1929 e 1930 não houve GP em Monza, voltando em 1931.

Em 1933 houve outro GP trágico em Monza, por conta de óleo (que saiu de um dos carros) em uma das curvas anguladas do oval. Em 1935 alterações foram feitas no traçado, com a inclusão de chicanes em alguns trechos. Em 1937 o GP italiano foi em Livorno, no Circuito del Montenero.

Houve GP’s até 1938, quando veio a 2ª Guerra Mundial. O GP da Itália volta em 1947, desta vez em um circuito de rua em Milão, no Sempione Park. Em 1948 o GP Italiano foi realizado em Turim, no Valentino Park.

Em 1949 o GP Italiano volta ao circuito de Monza, e foi incluído no calendário da recém criada Fórmula 1 em 1950. A partir de então os GP’s Italianos foram realizados sempre em Monza (até os dias atuais), somente em 1980 que não, quando passou ao circuito de Imola. Isto ocorreu pois Monza passou por melhorias, incluindo a construção de novos boxes.


O traçado de Imola em 1980, que foi o GP da Itália daquele ano

Em 1957 houve outro GP na Itália, o chamado GP de Pescara. Foram utilizadas estradas para o circuito, passava por cidades próximas a Pescara. Foi o circuito mais longo de toda a história da Fórmula 1, ele tinha 25.800 metros de extensão. Também era bastante perigoso, tanto que Enzo Ferrari, o dono da equipe Ferrari, não mandou seu time para esta prova, por segurança de seus pilotos. Foi o único GP oficial realizado lá, pela Fórmula 1.


O longo e perigoso circuito de Pescara

Voltando a Monza, é um circuito veloz e que passou por mudanças em seu traçado ao longo dos anos. O traçado completo, com o circuito oval, foi utilizado em 4 provas na Fórmula 1: 1955, 1956, 1960 e 1961. Aliás, em 1960 havia voltado o circuito oval, pois os organizadores italianos queriam ‘ajudar’ a Ferrari, que tinham motores mais potentes que os carros britânicos. As equipes britânicas criticaram, pois achavam que as curvas anguladas eram frágeis e bastante duras para os carros, por isso boicotaram o GP de 1960.

Fato é que Monza é um dos templos do automobilismo, circuito que já decidiu títulos mundiais na Fórmula 1, e que infelizmente vitimou grandes pilotos.

Alguns fatos marcantes do GP Italiano:

1957 e 1958: não exatamente pela Fórmula 1, mas nestes dois anos ocorreu a “Corrida dos Dois Mundos”. Era pra ser uma disputa entre carros da USAC (antiga Fórmula Indy) e da F1, no oval de Monza. Porém, várias equipes da F1 desistiram de participar, para preservarem a segurança dos seus pilotos, pois o oval de Monza era muito exigente na parte mecânica dos carros.
As provas foram no sentido anti-horário do circuito, e pela semelhança com Indianápolis (também foram 500 milhas), ficaram conhecidas como Monzanápolis.

Abaixo um video da prova de 1957:




1961: o piloto alemão Wolfgang Von Trips (que seria o 1º alemão campeão do mundo), aproximando-se da Parabolica, tocou no carro de Jim Clark, e voou sobre os torcedores próximos (matando 14), e seu corpo foi atirado para fora do carro, falecendo na hora.

No video a narração é em alemão:




1970: o austríaco Jochen Rindt, nos treinos para o GP em sua Lotus, ao se aproximar da Parabolica, perdeu o controle de seu carro, vindo a bater feio no guard rail. Acabou falecendo quase que instantaneamente. A equipe Lotus retirou-se da prova, e graças à vitória de seu substituto Emerson Fittipaldi, nos EUA, Rindt acabou se tornando o único campeão póstumo da F1.




1971: aconteceu um dos finais mais emocionantes na história da F1! Os cinco primeiros colocados terminaram a prova bastante próximos. Vitória do britânico Peter Gethin (BRM); o 2º foi Ronnie Peterson (March), a 0.01 segundo; o 3º François Cevert (Tyrrell), a 0.09 segundo; em 4º Mike Hailwood (Surtees), a 0.18 segundo; e em 5º ficou Howden Ganley (BRM), a 0.61 segundo do 1º! Foi o último GP sem chicanes no traçado de Monza.




1978: um grave acidente na largada. Riccardo Patrese ultrapassou James Hunt, pela direita, e Hunt se moveu para a esquerda atingindo o pneu traseiro de Ronnie Peterson. Mais 7 pilotos foram envolvidos no acidente. Peterson sofreu várias lesões nas pernas, e como o carro pegou fogo, ele inalou fumaça e fogo. Ainda estava consciente quando foi levado ao hospital. Mas no dia seguinte, o piloto sueco faleceu de embolia pulmonar. Mais um talento que sucumbiu aos riscos do automobilismo.

Video em alemão:




Estes são apenas alguns dos momentos marcantes nos GP’s Italianos em Monza que colocamos, pois existem tantos. Se fôssemos colocar vários, ficaria muito longo o texto.

(continua...)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

#16 - Grande Prêmio da Bélgica (parte 2)

* por Carlos Werzel Júnior

(cont...)

Outros fatos e momentos marcantes dos GP's Belgas:

1960: ocorreu um dos finais de semana mais tristes da Fórmula 1. Durante os treinos, o inglês Stirling Moss bateu feio na curva Burnenville, foi arremessado do carro para o meio da pista e ficou inconsciente. Ele quebrou as pernas, 3 vértebras, várias costelas, mas sobreviveu. Porém acabou não disputando mais boa parte das provas daquele ano.
Outro britânico, Mike Taylor, também sofreu grave acidente nos treinos, batendo em árvores perto da curva Stavelot, encerrando sua carreira na F1.
Mas a corrida foi mais desastrosa. Na volta 17, Chris Bristow estava brigando por posição com Willy Mairesse, os dois tocaram rodas próximo à curva Malmedy, Chris perdeu o controle de seu carro, bateu, foi arremessado para fora do carro, e faleceu.
Cinco voltas depois, outro inglês, Alan Stacey, estava em 6º quando um pássaro bateu em seu rosto, na reta Masta. Ele perdeu o controle do seu carro a 228 km/h, saiu da pista e bateu. Seu carro chegou a explodir, e nem é preciso escrever o resultado.

1968: nesta prova, pela primeira vez, foram utilizadas asas em alguns carros, para melhoria aerodinâmica. Apesar que alguns mais pareciam monstros hehehe.
A equipe McLaren conquistou sua 1ª vitória na história da F1! Foi também a última vitória do seu fundador Bruce McLaren, na F1.

Sobre o alemão Michael Schumacher, em 1992 ele venceu sua 1ª prova na Fórmula 1 na Bélgica, de Benetton, e em 2001 ele conseguiu sua 52ª vitória, passando Alain Prost em nº de vitórias, tornando-se o piloto com  maior nº de vitórias na categoria!

O circuito de Spa-Francorchamps, apesar do nome, não fica na cidade de Spa, mas em Francorchamps, que é uma localidade da municipalidade de Stavelot, na província de Liège. O circuito também fica na bela floresta Ardennes.

A antiga pista tinha 14.100 metros, e o recorde de volta é do belga Jacky Ickx, de Ferrari, mas no Campeonato Mundial de Carros Esporte, nos 1000 km de Spa, quando fez a pole em 3 minutos, 12.7 segundos, com média de 263,414 km/h!

A atual pista de Spa tem 7.004 metros, fica em um autódromo, é de alta velocidade e no sentido horário. Possui 20 curvas, sendo 11 para a direita e 9 para a esquerda.

Em janeiro de 2015, o ministro da economia do governo da Valônia (uma das 3 regiões da Bélgica, onde fica o circuito de Spa), Jean-Claude Marcourt, confirmou uma extensão do contrato de Spa até 2018, para sediar GP’s de Fórmula 1.

Até hoje foram disputados 71 GP’s da Bélgica, em toda sua história, sendo 8 antes da 2ª Guerra Mundial, mais 3 após a 2ª Guerra, e 60 provas na Fórmula 1. Das 60, foram 2 em Nivelles-Baulers, 10 em Zolder e 48 em Spa-Francorchamps.

Na história do GP Belga o maior vencedor é o alemão Michael Schumacher, com 6 vitórias, nos anos de 1992, 1995 (as 2 de Benetton), 1996, 1997, 2001 e 2002 (as 4 de Ferrari).

Em 2º lugar está o brasileiro Ayrton Senna, com 5 triunfos, nos anos de 1985 (de Lotus), 1988, 1989, 1990 e 1991 (as 4 de McLaren).

Na 3ª posição, com 4 vitórias, temos 2 pilotos, o escocês Jim Clark (1962, 1963, 1964 e 1965 [todas de Lotus]), e o finlandês Kimi Räikkönen (2004, 2005 [as 2 de McLaren], 2007 e 2009 [ambas de Ferrari]).

Dos outros pilotos atuais, com 2 vitórias estão Sebastian Vettel (2011 e 2013 [ambas de Red Bull]), e Lewis Hamilton (2010 [McLaren] e 2015 [Mercedes]).
Com uma vitória estão: Felipe Massa (2008, de Ferrari), Jenson Button (2012, de McLaren), e Daniel Ricciardo (2014, de Red Bull).

A equipe com maior número de vitórias é a Ferrari, com 16 vitórias, nos anos de 1952, 1953, 1956, 1961, 1966, 1975, 1976, 1979, 1984, 1996, 1997, 2001, 2002, 2007, 2008 e 2009.
Em 2º lugar está a McLaren, com 14 vitórias, nos anos de 1968, 1974, 1982, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1999, 2000, 2004, 2005, 2010 e 2012.

Apenas em Spa o maior vencedor é Michael Schumacher, com as 6 vitórias acima citadas.

Em 2º, com 5 vitórias, está o tricampeão Ayrton Senna. Suas vitórias foram citadas mais acima, sendo 4 consecutivas (igualado a Jim Clark, que também venceu 4 seguidas em Spa).

Os outros vencedores em Spa são os já mencionados acima.

A equipe com maior nº de vitórias em Spa é a Ferrari, com 12 no total (1952, 1953, 1956, 1961, 1966, 1996, 1997, 2001, 2002, 2007, 2008 e 2009).
A McLaren também tem 12 vitórias, nos anos de 1968, 1987, 1988, 1989, 1990, 1991, 1999, 2000, 2004, 2005, 2010 e 2012.

Os pilotos com maior número de pole positions, apenas em Spa, com 4 cada, são Juan Manuel Fangio (1951 [Alfa Romeo], 1953 e 1954 [as 2 de Maserati] e 1956 [Ferrari]) e Ayrton Senna (1988, 1989, 1990 e 1991, todas de McLaren, o único piloto com 4 poles consecutivas).
O francês Alain Prost tem 3 poles em Spa, e mais uma em Zolder (1982, de Renault).

Os pilotos atuais com poles em Spa-Francorchamps são:
- Lewis Hamilton, com 3, em 2008 (McLaren), 2013 e 2015 (ambas de Mercedes);
- Kimi Räikkönen, com uma, em 2007, de Ferrari;
- Sebastian Vettel, com uma, em 2011, de Red Bull;
- Jenson Button, com uma, em 2012, de McLaren;
- Nico Rosberg, com uma, em 2014, de Mercedes.

A volta mais rápida no atual circuito foi do australiano Mark Webber, de Red Bull, em 2010, que foi a pole position naquele ano. Ele registrou 1’45.778 min., com média de 238,371 km/h.


A 13ª prova da temporada 2016 da F1 será a 49ª em Spa-Francorchamps na Fórmula 1 (72ª na história do GP Belga, e 61ª na Fórmula 1), terá 44 voltas, e será disputada no dia 28 de agosto.

#16 - Grande Prêmio da Bélgica (parte 1)

* por Carlos Werzel Júnior

É uma prova automobilística anual realizada em quase todos os anos desde 1925. Faz parte da Fórmula 1 desde 1950, só não tendo sido incluída no calendário da F1 em alguns anos.

O primeiro Grande Prêmio foi realizado em 1925, no circuito de Spa-Francorchamps.

O circuito de Spa-Francorchamps foi projetado em 1920, por Jules de Thier e Henri Langlois Van Ophem, e sua construção finalizada em 1921. Originalmente a pista tinha formato de triângulo, usava estradas públicas entre as cidades de Francorchamps, Malmedy e Stavelot, e possuía praticamente 15 km de extensão.

O primeiro traçado de Spa

Inicialmente foi usado para provas de motociclismo até 1924, e com o sucesso das 24 Horas de Le Mans em 1923, foi criada uma prova similar em Spa, as 24 Horas de Spa, que acontece até os dias de hoje.

Houve 8 GP’s até 1939, após veio a 2ª Guerra Mundial, e o GP voltou a ser realizado em 1946, desta vez no circuito chamado Bois de la Cambre. Em 1947 volta a Spa-Francorchamps, desta vez o circuito foi modificado, encurtado para 14.100 metros, ficando mais rápido (foram retiradas quase todas as curvas lentas). Em 1949 é novamente realizado o GP Belga em Spa.

Em 1950 o GP da Bélgica entra no calendário da criada Fórmula 1, no circuito de Spa-Francorchamps. Nessa época Spa era um circuito conhecido por ser um dos mais extremos, desafiadores e assustadores na história dos esportes a motor. Quase todas as curvas eram rápidas, e o mínimo erro do piloto poderia ser fatal, pela falta de segurança do traçado, até porque passava próximo de casas, árvores, postes etc.

Na Fórmula 1 houve GP’s em Spa até 1970 (exceto nos anos de 1957, 1959 e 1969). Em 1971 o GP Belga foi cancelado, pois o circuito de Spa era muito rápido e perigoso. Assim, decidiu-se que haveria um revezamento entre outros 2 circuitos da Bélgica, para seu GP: Nivelles-Baulers e Zolder.

Nivelles-Baulers era um circuito próximo de Bruxelas, e que foi considerado seguro demais, tinha grandes áreas de escape, e alguns pilotos o descreveram como “estéril e brando”. Houve apenas 2 GP’s neste circuito, em 1972 e 1974. Problemas econômicos o tiraram do calendário da F1.



Zolder (ou Circuit Terlaemen) é um circuito que fica no norte da Bélgica. O 1º GP da F1 lá foi em 1973, e permaneceu no calendário de 1975 a 1982. Aliás, 1982 foi marcante pelo falecimento do piloto canadense Gilles Villeneuve, nos treinos para o GP Belga.

Traçado de Zolder

Em 1983, o GP da Bélgica volta a Spa-Francorchamps, porém o circuito foi encurtado em mais ou menos metade da sua extensão, tendo agora cerca de 7 km. Já nesse 1º ano de Spa encurtada, o circuito caiu no gosto de pilotos, público e equipes.

Em 1984 a prova volta a Zolder, agora pela última vez, e o vencedor foi o italiano Michele Alboreto, de Ferrari. Desde 1985, o GP da Bélgica é realizado no circuito de Spa-Francorchamps, exceto nos anos de 2003 e 2006, quando não houve a prova belga.

Spa-Francorchamps é um circuito favorito entre fãs e pilotos, rápido, desafiador. O velho traçado (usado até 1970) era bastante veloz. Na época era a pista mais veloz da Europa, e um dos setores mais amedrontadores da pista era a rápida chicane Masta Kink. Após a curva Malmedy havia uma reta de mais de 2 quilômetros, e no meio dela havia a veloz chicane Masta Kink, que exigia perícia e bravura do piloto. O tricampeão Jackie Stewart, em 2011, disse que Masta Kink é talvez a curva mais dura em qualquer pista que ele já enfrentou em sua carreira, mais até que a Eau Rouge.

De 1983 em diante, Spa passou por algumas mudanças no traçado, as mais significativas foram na chicane Bus Stop. E, claro, quando ela foi diminuída na sua extensão, a linha de chegada foi modificada.....antes ficava depois do hairpin La Source, após ficou antes da La Source.

O circuito sempre foi conhecido pelo clima imprevisível. Tanto que chegou a ocorrer provas lá com chuva por 20 anos seguidos.

Alguns dos traçados de Spa-Francorchamps:
1 - O antigo na Fórmula 1, com seus 14,1 km;
2 - O traçado usado de 1983 a 1985;
3 - O traçado usado em 1994, com a chicane antes da curva Eau Rouge;
4 - O traçado usado de 1996 a 2001;
5 - O traçado usado de 2002 a 2004, com a mudança na chicane Bus Stop;
6 - O traçado usado em 2005;
7 - O atual traçado, usado desde 2007, com nova mudança na Bus Stop

Alguns fatos marcantes do GP Belga:

1956: chovia quando começou a corrida, e Stirling Moss pegou a liderança. Mas já na 5ª volta Fangio recuperou a liderança. Na volta 10, Moss estava em 2º, a 8 segundos de Fangio, com a pista secando, quando perdeu uma roda traseira na subida depois da Eau Rouge.
Moss conseguiu parar o carro em local seguro, e voltou correndo a pé para os boxes, onde pegou o carro do seu companheiro Cesare Perdisa (na época 2 pilotos podiam dividir o mesmo carro, dividindo os pontos), terminando a prova em 3º, a mais de 3 minutos atrás do vencedor, Peter Collins. Outros tempos!

No video abaixo, essa cena aparece aos 3:12



1981: no circuito de Zolder, houve um fim de semana caótico, até porque a F1 estava no meio da guerra FISA-FOCA que ocorria na época. Nos treinos livres da sexta feira, um mecânico da Osella foi atropelado nos boxes (que eram estreitos) pelo argentino Carlos Reutemann, e acabou falecendo no dia após a corrida.
Por conta disto os pilotos ameaçaram uma greve, mas a prova aconteceu, mais tarde que o previsto.
Já preparados os carros para a largada, a Arrows de Riccardo Patrese “morreu”, e seu mecânico Dave Luckett pulou na pista, para tentar religá-lo. A largada foi autorizada assim mesmo, e o companheiro de Patrese, o italiano Siegfried Stohr (sim, italiano, apesar desse nome) bateu na traseira de Patrese, pegando o mecânico. Stohr saiu do carro desesperado, mas o mecânico apenas teve uma perna quebrada e lacerações, apesar de ter ficado inconsciente na hora.



1992: em Spa, o francês Érik Comas sofreu um forte acidente nos treinos livres, e Ayrton Senna, que passava por ali, parou seu carro e foi desligar o motor do carro do francês, para não causar incêndio, pois Comas ficou desacordado por instantes.



1998: em Spa, após a largada, houve um dos maiores acidentes da história da Fórmula 1, que envolveu 13 carros!

Abaixo video da Globo



Já após a 2ª largada, houve um acidente em que Michael Schumacher bateu na traseira de David Coulthard, pela pouca visibilidade, pois chovia bastante.




Nessa corrida houve a 1ª vitória da equipe Jordan, com o inglês Damon Hill. Seu companheiro Ralf Schumacher, ficou na 2ª posição.


(continua...)

terça-feira, 26 de julho de 2016

#15 - Grande Prêmio da Alemanha (parte 2)

* por Carlos Werzel Júnior

(cont.)

Mais alguns fatos interessantes que ocorreram no GP da Alemanha:

- o GP de 1985, em Nürburgring, foi o 1º em que uma câmera onboard foi usada em um carro de F1, numa corrida, que foi na Renault de François Hesnault. Essa prova também marcou a última vez em que uma equipe usou 3 carros numa corrida da F1, foi a equipe Renault (além de Hesnault, Derek Warwick e Patrick Tambay correram pela equipe francesa).
- no GP de 1995, em Hockenheim, Michael Schumacher se tornou o 1º alemão a vencer em casa, desde a vitória de Rudolf Caracciola em 1939.

Hockenheimring Baden-Württemberg é um circuito situado no vale do rio Reno, perto da cidade de Hockenheim, no estado de Baden-Württemberg. Foi originalmente construído em 1932, usando estradas em uma floresta.

Primeiro foi usado para corridas de motos, e depois foi expandido para ser usado como pista de testes da Mercedes-Benz e da Auto Union. Em 1938 o circuito foi renomeado para Kurpfalzring, e este nome foi usado até 1947.

Em 1965 uma nova versão do circuito de Hockenheim foi construída, com o Motodrom, a chamada seção do “estádio”. Em 1968, o escocês Jim Clark falece em uma corrida de Fórmula 2 no circuito, e 2 chicanes rápidas são adicionadas ao traçado.

Em 1982 uma outra chicane foi adicionada à Ostkurve, após o acidente fatal de Patrick Depailler em 1980, e a 1ª chicane foi também modificada, ficando mais lenta.

O antigo traçado de Hockenheim, adorado por muitos fãs da F1, tinha 6.823 metros, e possuía 4 longas retas (de cerca de 1,3 km cada uma), separadas por chicanes, e a chamada seção do “estádio”, mais lento. As retas cortavam a Floresta Negra.

Em 2002, a FIA mudou o traçado de Hockenheim, sendo tirada toda a parte da Floresta Negra. O circuito passou a ter 4.574 metros. Particularmente para este que escreve, perdeu toda a graça do circuito...

Traçados de Hockenheim:
1 - de 1970 a 1981;
2 - de 1982 a 1989, foi adicionada uma chicane à Ostkurve;
3 - 1990 e 1991, foi modificada a Ostkurve;
4 - 1992 e 1993, novamente modificada a Ostkurve;
5 - 1994 a 2001, foram modificadas 2 chicanes;
6 - de 2002 até hoje, traçado atual

Como escrito, o atual circuito de Hockenheim tem 4.574 metros, fica em um autódromo, é de média alta velocidade e no sentido horário. Possui 16 curvas, sendo 10 para a direita, e 6 para a esquerda.

Hockenheim possui contrato com a FOM até 2018, para sediar o GP da Alemanha.

Até hoje foram disputados 75 GP’s da Alemanha, em toda sua história, sendo 12 antes da 2ª Guerra Mundial, e 63 provas na Fórmula 1. Das 63, foram 2 extra-campeonato, 1 no circuito de AVUS, 26 em Nürburgring e 34 em Hockenheim.

Na história do GP Alemão o maior vencedor é um piloto pré 2ª Guerra Mundial. O alemão Rudolf Caracciola venceu 6 vezes, nos anos de 1926, 1928, 1931, 1932, 1937 e 1939 (em todos os anos de Mercedes, exceto em 1932 que foi de Alfa Romeo).

Em 2º lugar está outro alemão, Michael Schumacher, com 4 triunfos, nos anos de 1995 (Benetton), 2002, 2004 e 2006 (as 3 de Ferrari). Todas em Hockenheim.

Na 3ª posição, com 3 vitórias, temos 6 pilotos, dentre eles os brasileiros Nelson Piquet (1981 [Brabham], 1986 e 1987 [ambas de Williams]) e Ayrton Senna (1988, 1989 e 1990 [todas de McLaren]). Também entre eles está Fernando Alonso, com as vitórias em 2005 (Renault), 2010 e 2012 (ambas de Ferrari).

E na 4ª posição, com 2 vitórias, há 7 pilotos, dentre eles Lewis Hamilton, nos anos de 2008 e 2011 (ambas de McLaren, e nos circuitos de Hockenheim e Nürburgring, respectivamente).

A equipe com maior número de vitórias é a Ferrari, com 22 vitórias, nos anos de 1950, 1951, 1952, 1953, 1956, 1959, 1963, 1964, 1972, 1974, 1977, 1982, 1983, 1985, 1994, 1999, 2000, 2002, 2004, 2006, 2010 e 2012.
Em 2º lugar estão a Mercedes e a Williams, com 9 vitórias cada. A Mercedes nos anos de 1926, 1927, 1928, 1931, 1937, 1938, 1939, 1954 e 2014, enquanto a Williams em 1979, 1986, 1987, 1991, 1992, 1993, 1996, 2001 e 2003.
Em 3º lugar está a McLaren, com 8 triunfos, nos anos de 1976, 1984, 1988, 1989, 1990, 1998, 2008 e 2011.

Apenas em Hockenheim o maior vencedor é Michael Schumacher, com 4 vitórias, em 1995 (Benetton), 2002, 2004 e 2006 (as 3 de Ferrari), como já referido acima.

Em 2º, com 3 vitórias, estão Nelson Piquet (1981 [Brabham], 1986 e 1987 [ambas de Williams]), Ayrton Senna (1988, 1989 e 1990 [todas de McLaren]), e Fernando Alonso (2005 [Renault], 2010 e 2012 [ambas de Ferrari]).

Dentre os outros pilotos atuais, Lewis Hamilton tem uma vitória (2008, de McLaren), e Nico Rosberg tem uma também (2014, de Mercedes).

A equipe com maior nº de vitórias em Hockenheim é a Ferrari, com 11 no total (1977, 1982, 1983, 1994, 1999, 2000, 2002, 2004, 2006, 2010 e 2012).
Em 2º está a Williams com 9 vitórias (1979, 1986, 1987, 1991, 1992, 1993, 1996, 2001 e 2003).
Na 3ª posição está a McLaren, com 6 vitórias (1984, 1988, 1989, 1990, 1998 e 2008).

Os pilotos com maior número de pole positions (três cada) são Alain Prost (1981 [Renault], 1984 [McLaren] e 1993 [Williams]), Nigel Mansell (1987, 1991 e 1992 [todas de Williams]) e Ayrton Senna (1988, 1989 e 1990, todas de McLaren, o único piloto com 3 poles consecutivas em Hockenheim).

Os pilotos atuais com poles em Hockenheim são:
- Kimi Räikkönen, com duas, em 2005 e 2006, ambas na McLaren;
- Lewis Hamilton, com uma, em 2008, de McLaren;
- Sebastian Vettel, com uma, em 2010, de Red Bull;
- Fernando Alonso, com uma, em 2012, de Ferrari;
- Nico Rosberg, com uma, em 2014, de Mercedes.

A volta mais rápida no atual circuito foi do alemão Michael Schumacher, de Ferrari, em 2004, que foi a pole position naquele ano. Ele registrou 1’13.306 min., com média de 224,625 km/h.


A 12ª prova da temporada 2016 da F1 será a 35ª em Hockenheim na Fórmula 1 (76ª na história do GP Alemão, e 64ª na Fórmula 1, se considerarmos as 2 provas extra-campeonato em 1950 e 1960), terá 67 voltas, e será disputada no dia 31 de julho.